segunda-feira, 9 de junho de 2014

Obesidade e poluição aumentam os casos de apneia infantil







Fortalece a memória Irritabilidade e sonolência durante o dia podem indicar noites mal dormidas


O aumento da obesidade e a influência de fatores externos, como a poluição, são algumas causas que têm contribuído para o crescimento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono “SAOS” em crianças.

O ronco, principal indicador da condição, é mais frequentes em adultos após os 40 anos, o especialista afirma que prestar atenção na respiração dos filhos durante a noite pode ajudar a descobrir problemas que vão além das dificuldades respiratórias.
 
 “A obesidade cada vez mais acentuada e fatores ambientais, como a poluição, podem levar à irritação das vias respiratórias e a quadros infecciosos. Em geral, o motivo mais comum é o crescimento exagerado das amígdalas e da adenoide, que prejudicam a oxigenação do organismo como um todo durante o sono”, explica o especialista.

O alerta feito pelo especialista também foi destacado em um estudo da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. A pesquisa mostrou que a origem de problemas comportamentais e de aprendizagem, como hiperatividade e agressividade pode estar em um sono fragmentado.

Essas alterações, de acordo com a pesquisa, são até cinco vezes mais comuns nas crianças que sofrem de “SAOS”, podendo chegar a até seis vezes quando o distúrbio é persistente. E uma em cada dez crianças ronca regularmente, sendo que de 2% a 4% delas têm apneia.

Apesar de o estudo apontar que os casos de crianças com apneia são mais frequentes entre 2 e 6 anos, para o Especialista, a incidência dependerá também dos fatores externos. Um dos primeiros sintomas é o ronco. “Os pais devem ficar atentos se a criança tem ficado irritada e sonolenta durante o dia. Somente com o diagnóstico exato, feito por um exame que monitora o sono (polissonografia), o melhor tratamento poderá ser indicado”, afirma.

Tratamento. Para voltar a ter um sono tranquilo e reparador, na maioria das vezes, o tratamento é cirúrgico e feito por um otorrinolaringologista, com a retirada das amígdalas e da adenoide. E, se a criança está obesa, a dieta é o mais recomendado, conforme aponta o especialista.

Os dois filhos da advogada Diva Pimenta, 25, fizeram a cirurgia. “Antes, o sono do Davi, 5, e do Arthur, 4, era muito difícil. Eles transpiravam muito à noite e roncavam tão alto que eu escutava do meu quarto. A primeira noite em casa após a cirurgia já foi maravilhosa”, conta a mãe, que também teve o problema na adolescência.
Flash

Estudo. Cinquenta por cento das crianças cujos sintomas de apneia aparecem cedo – por volta de 6 a 18 meses – são mais propensas a ter problemas comportamentais aos 7 anos, se comparadas às crianças com respiração normal, apontou a pesquisa realizada nos EUA.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Quatro benefícios que uma ótima noite de sono traz para a sua saúde



Nada melhor do que chegar a casa depois de um longo dia, dormir profundamente e acordar renovado no dia seguinte. Mas o sono não assume apenas esse papel revigorante - ele tem diversas outras funções essenciais para o nosso organismo.

 Dormir menos que o recomendado (6 a 8 horas em média) ou acordar diversas vezes durante a noite em decorrência de distúrbios como apneia e insônia pode causar mais malefícios ao organismo do que imaginamos.

O especialista explica que o sono de qualidade ruim desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de alguns hormônios, favorecendo diversas doenças como obesidade e depressão. Por isso listamos todos os benefícios que uma noite bem dormida pode fazer pela sua saúde. Confira: 

Fortalece a memória


Pessoas que conseguem ter uma boa noite de sono absorvem melhor às informações do dia a dia do que aquelas que passam longos períodos sem dormir, diz um estudo feito pela Universidade de Lubeck, na Alemanha. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque durante o descanso ocorre a síntese de proteínas responsáveis pelas conexões neurais, aprimorando habilidades como memória e aprendizado.

O especialista em apneia Fausto Ito, membro da Associação Brasileira do Sono, explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. "Por esse motivo, quem dorme mal, geralmente, sofre para se lembrar de eventos simples, como episódios ocorridos no dia anterior ou nomes de pessoas muito próximas", diz.

Diminui o risco de doença cardiovasculares 



Uma pesquisa da Warwick Medical School, nos Estados Unidos, mostra que a privação prolongada do sono ou acordar várias vezes durante a noite pode estar relacionado a acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos e doenças cardiovasculares. Os autores do estudo conduziram uma investigação que acompanhou durante 25 anos mais de 470 mil pessoas em oito países, incluindo Japão, Estados Unidos, Suécia e Reino Unido.

De acordo com os pesquisadores, dormir pouco causa um desequilíbrio na produção de hormônios e substâncias químicas no organismo, condição que aumenta as chances de desenvolver colesterol alto, doenças cardiovasculares e derrames cerebrais. Dormindo cerca de sete horas por noite, você está protegendo a sua saúde futura e reduzindo o risco de desenvolver doenças crônicas.

Melhora o desempenho no trabalho


Pessoas que tem o sono constantemente interrompido ao longo da noite ou não dormem o suficiente não conseguem atingir os estágios mais profundos do sono, e por isso não descansam de forma adequada.

O especialista, conta que os principais sintomas sentidos por uma pessoa que não dorme são sonolência diurna, irritabilidade, fadiga, dificuldade para se concentrar ou absorver novas informações e maior facilidade de sofrer graves acidentes de trânsito e trabalho.

 “O estresse no trabalho também pode aumentar os comportamentos de risco, como tabagismo e abuso de álcool e drogas, além de desencorajar hábitos saudáveis, como atividade física e a alimentação equilibrada", alerta o especialista.

Previne a obesidade


Durante o sono nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade - portanto, pessoas que tem dificuldades para dormir produzem menores quantidades desta substância.

 "A consequência disso é ingestão exagerada de calorias durante o dia, pois o corpo não se sente satisfeito", explica o especialista. Além disso, o grupo dos insones produzem uma maior quantidade de outro hormônio, a grelina, uma substância que está relacionada à fome e a redução do gasto de energia.

Outro fator importante é a perda de gorduras - segundo um estudo feito na Universidade de Chicago, pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. De acordo com o estudo, dormir pouco reduz em 55% a perda de gordura. 


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ruídos monótonos e contínuos podem ajudar a melhorar o sono




O programa Bem Estar deu dicas para abafar barulhos externos. O som da chuva, por exemplo, pode ajudar a induzir estado de sonolência.

O que mais atrapalha seu sono? Tem gente que mora perto de locais com muito trânsito e sons de carros, ou tem também quem more perto de aeroportos e sofre com o barulho de aviões - e com tanto barulho lá fora, às vezes fica impossível dormir. O especialista explicou, no entanto, que é possível minimizar esses incômodos e abafar os ruídos externos - a solução é usar outro barulho, o chamado "ruído branco".

Esses ruídos, como o barulho da chuva, são monótonos e contínuos e podem ajudar a induzir o estado de sonolência, fazendo com que a pessoa deixe de prestar atenção aos sons externos.
Estudos mostram, por exemplo, que o som da TV bem baixo ajuda a melhorar a insônia porque faz a pessoa se distrair. 

Existem inclusive aplicativos de celular com esses barulhos para quem tem dificuldade em pegar no sono. O especialista alerta, no entanto, que isso é individual - tem gente que tem o sono melhor com ruídos contínuos, mas para outras pessoas, isso pode não funcionar.

Além do som, é fundamental prestar atenção em outros fatores - o sono precisa de estabilidade e previsibilidade, ou seja, qualquer perturbação diferente já é suficiente para atrapalhar. É por isso que as pessoas dormem bem sem variações de volume, mas acordam com a freada de um ônibus ou um som mais brusco.

 A temperatura também afeta a qualidade do sono e como o corpo esfria durante a noite, é sempre bom ter uma manta perto para se esquentar.
O programa recebeu também o pneumologista e presidente da Associação Brasileira de Sono Geraldo Lorenzi Filho para falar sobre alguns distúrbios que podem atrapalhar na hora de dormir, como a apneia do sono e o bruxismo, por exemplo.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Fumantes apresentam mais distúrbios do sono




Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina Charité Berlin, da Alemanha, mostrou que os fumantes têm mais distúrbios do sono e dormem menos do que os não fumantes



A pesquisa foi feita com cerca de 1.100 usuários de cigarro. Desses, 17% dormiam menos de seis horas e 28% manifestavam dificuldades neste período. Os dados foram comparados ao padrão de sono de 1.200 não fumantes. Nesse grupo foram registrados, respectivamente, 7% e 19% para os mesmos quesitos.

A cada tragada de um cigarro, um indivíduo inspira mais de quatro mil substâncias tóxicas, entre elas, a nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono, todas altamente prejudiciais à saúde. A nicotina, por exemplo, é considerada a mais mortífera e responsável pela dependência química. Além disso, age como estimulante, afetando as ondas cerebrais e os padrões do sono.

 Segundo especialistas, ao contrário do que se imaginam os usuários de cigarro não se sentem relaxados e não conseguem alcançar o estágio mais profundo do sono, uma vez que a fase mais leve é constantemente interrompida devido aos efeitos da nicotina. “A substância causa no organismo um resultado parecido com o álcool, podendo ocasionar problemas como ronco, apneia e insônia crônica. Por isso, deve ser evitada por quem deseja um sono reparador e de qualidade”, explica. 

 O especialista ressalta ainda que as noites mal dormidas podem causar inúmeros problemas à saúde. Entre os mais perigosos estão às doenças do coração e o diabetes, que podem ser adquiridas ao longo do tempo. “A privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que, é durante o descanso que é produzido alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo, como por exemplo, o hormônio do crescimento (GH), a serotonina, a melatonina e o cortisol”, alerta o especialista.

 Os tratamentos contra o tabagismo envolvem, além do combate químico contra a nicotina, componentes psicológicos e de condicionamento. Por conta disso, é essencial haver uma mudança de hábito, além do entendimento de que a abstinência provoca reações como irritabilidade, ansiedade, sonolência, inquietação e bradicardia, para assim aprender a lidar com os sintomas.

 “A adoção de práticas saudáveis como, atividades físicas regulares, alimentação balanceada, rotina regular do sono, postura correta ao dormir, uso de travesseiros adequados ao gosto pessoal e ao biótipo, entre outras, são fundamentais neste processo. Deixar o cigarro pode ser uma tarefa difícil, mas os benefícios que esta medida traz são muito vantajosos”, finaliza. 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Estudo diz que TV de dia reduz o sono de crianças





Estudo diz que TV de dia reduz sono de crianças a noite; veja dicas para pequenos dormirem melhor


 Um estudo feito com crianças revelou que cada hora em frente à TV durante o dia reduz em até sete minutos o tempo de sono perdido durante a noite. Os cientistas do MassGeneral Hospital e da Universidade de Harvard, nos EUA, também perceberam que esses efeitos eram ainda mais marcantes nos meninos. Ainda segundo o estudo, a diferença da TV no quarto reduziu em até 31 minutos o tempo total de sono na parte da noite. A conclusão dos pesquisadores é que há uma influência negativa da TV e da presença de televisão no quarto sobre a duração do sono até cerca dos sete anos de idade. 

Outro dado é que subgrupos de crianças mais jovens, particularmente em minorias raciais e étnicas, podem ser mais vulneráveis aos efeitos da TV sobre o sono. Segundo especialistas, durante o sono o organismo produz alguns hormônios, entre eles, o mais importante que é o do crescimento (growth hormone), o GH, secretado no primeiro terço da noite. Os pesquisadores também informaram que quanto mais velha a criança considerando a faixa etária dos quatro aos sete anos  mais ela quer dormir em um quarto que tenha TV, o que faz com que as horas de sono diário sejam cada vez mais extensas.

Recomendação

Segundo a Academia Americana de Pediatria, crianças menores de cinco anos devem ter menos de duas horas de televisão (o que inclui TV, DVD, jogos no computador ou vídeo game) por dia.


Orientação

Controlar a ingestão de líquidos antes de as crianças se deitarem;

Evitar alimentos que possuam cafeína como: chocolate, chá preto, chá-mate, café e refrigerantes devem ser evitados à noite, pois são estimulantes;

Atividades que exigem energia devem ser evitadas. Ler ou ouvir músicas suaves ajudam a criança a relaxar;
 
Chá de camomila ou um copo de leite morno;
 
Desligue a televisão e o computador pelo menos uma hora antes das crianças se deitarem.


Segundo especialistas, cada fase da vida requer um tempo de sono. Recém-nascidos dormem de dez a 18 horas por dia, enquanto crianças de até cinco anos, de dez a 12 horas. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Dormir demais pode ser arriscado


Dormir demais está associado a um maior risco de doença cardíaca e obesidade, diabetes e depressão.

Está claro que dormir é saudável. A Fundação Nacional do Sono faz campanhas regulares para celebrar os “benefícios do sono para a saúde” e especialistas vêm destacando a importância do sono para uma vida saudável, colocando-o no mesmo patamar de uma dieta saudável e exercício físico adequado.

Sono insuficiente tem sido associado a acidente vascular cerebral, obesidade e doença cardíaca. Mas dormir muito também pode ser arriscado. O hábito está associado a um maior risco de doença cardíaca e obesidade, para não mencionar a diabetes e depressão. Então como saber a medida certa? Quem não dorme bem durante a semana, pode dormir mais no sábado e no domingo para compensar?

A maioria dos especialistas diz que deve-se dormir regularmente por sete a nove horas por noite. O termo-chave aqui é “regularmente”. Ou seja, a questão não é o adolescente que dorme 15 horas para compensar os períodos insones de estudos (ou de festas). A questão são pessoas que dormem mais de nove horas diariamente, diz Kristen Knutson, uma antropóloga biomédica especializada na pesquisa do sono no Departamento de Medicina da Universidade de Chicago.

“Se você teve que se privar do sono durante a semana, tentar recuperar o atraso no final de semana é uma boa ideia”, diz Knutson. Por outro lado, dormir mais de nove horas por meses, significa que você pode estar tendo um sono com baixa qualidade. “Ou então você pode estar ficando doente e, seu corpo, exigindo que você durma mais”, completa.

Estudos indicam que passar muito tempo na cama pode causar alguns problemas de saúde específicos. O sono pode interromper o ritmo cardíaco do corpo, deixando-o mais propenso a doenças, por exemplo, e privá-lo de exposição à luz solar, o que pode comprometer o sistema imunológico. Um estudo descobriu que aqueles que dormiam muito têm o mesmo risco de desenvolver diabetes que aqueles que dormiam muito pouco.

O que pode estar acontecendo?


O especialista em sonolência excessiva durante o dia, diz que quando um paciente relata que precisa dormir muito, muitas vezes sofre de hipotireoidismo, condição em que a tireoide não produz hormônios de forma equilibrada. Esta condição pode influenciar o metabolismo e fazer com que a pessoa precise dormir demais. Alguns estudos sugerem que o hipotireoidismo afeta quase 5% dos adultos norte-americanos. A doença pode ser tratada facilmente com medicamentos.

Outra causa de dormir demais -e mal- é a apneia. Ela causa ronco e pausas na respiração durante o sono e uma queda nos níveis de oxigênio. Essa condição afeta cerca de 18 milhões de americanos, de acordo com a Fundação Nacional do Sono. Como o sono não é saudável, a pessoa dorme mais do que o considerado normal e, ainda sim, pode se sentir cansada quando acorda. A doença também está associada com a obesidade.

O problema de saúde mais comum de quem dorme demais, porém, é a depressão. Segundo Helene Emsellem, diretora do Centro de Distúrbios do Sono em Chevy Chase, “tratar a depressão muitas vezes pode diminuir as necessidades de sono. Entretanto, antidepressivos podem tornar as pessoas mais sonolentas”.

Nem todo mundo que dorme entre nove e 10 horas por dia não é saudável, dizem os especialistas. ”O que depende é se quando as pessoas acordam elas se sentem revigoradas”, diz Michael Breus, psicólogo no Arizona e especialista em distúrbios do sono. “Se estiverem bem depois de dez horas de sono, não sei se me importo. Mas se essas pessoas dormem e acordam já cansadas

terça-feira, 8 de abril de 2014

Especialista esclarece sobre os distúrbios do sono na infância



O sono, função fisiológica de grande importância para a criança, contribui na sua saúde como um todo. A boa qualidade de sono é aquela que supre as necessidades no que toca à quantidade de horas dormidas, com a criança acordando sem dificuldades, e permite que, no período seguinte de vigília, ela se sinta descansada e em boas condições de funcionamento mental, com desempenho satisfatório de suas funções cognitivas de memória e atenção.


De acordo com o especialista, os distúrbios relacionados ao sono podem ser causados por diversos fatores. “Nas crianças pequenas, são doenças como otites, distúrbios respiratórios, ou outras que provoquem dor e desconforto podem afetar o sono por tempo limitado. A alergia ao leite de vaca causa despertares frequentes, com ciclos de sono curtos. A doença do refluxo gastroesofágico costuma acordar a criança por dor, e a dor é aliviada quando se retira a criança do berço, bem como a síndrome de apneia e de hipopneia do sono que são causadas principalmente por doenças otorrinológicas ou por obesidade”, destaca.

Ainda segundo especialista, algumas orientações gerais podem ser fundamentais para a prevenção de distúrbios de sono durante a infância. “O sono é um processo aprendido, associado ao ritmo do dia e da noite e às condutas dos familiares em relação às rotinas para o sono da criança. É interessante que se repita um mesmo horário para dormir diariamente. O organismo se habitua aos horários, que se tornam rotina. As crianças são sensíveis às rotinas estabelecidas, trazendo para eles tranquilidade para dormir. Devem-se evitar atividades que excitem a criança perto da hora de dormir, como, por exemplo: visitas, brincadeiras, som alto e televisão”, alerta.

Desencorajar o hábito de dormir na cama dos pais também é importante, conforme o especialista, pois assim a criança se habituará a só adormecer na presença dos pais. “Esta atitude, no início, parece facilitar o sono da criança, mas traz muito trabalho para ser retirada. É aconselhável que o bebê seja exposto à claridade do sol entre 10h e 15h, para marcar a diferença entre a claridade do dia e o escuro da noite, o que favorece a consolidação do sono noturno. Em nosso meio, é frequente o hábito de oferecer mamada durante a noite. A criança que já teria condições de amadurecimento de seu relógio biológico para uma noite de sono consolidado pode passar a se despertar em virtude do ritmo de fome que se estabelece, pois ela se habitua a acordar naqueles horários. Portanto, a orientação é eliminar a alimentação durante a noite”, ressalta o especialista.

Além disso, é importante adotar um ritual para dormir de acordo com a dinâmica familiar, evitando utilizar o berço para brincadeiras e alimentação durante o dia.