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terça-feira, 31 de julho de 2012

Apneia do sono leva à pressão alta e a outros problemas circulatórios


A apneia do sono é uma doença que ataca durante a noite, e a pessoa muitas vezes nem sabe que tem, mas o corpo vai sofrendo aos poucos, e o sistema circulatório pode ficar comprometido. Apesar dessas características, a apneia não pode ser considerada uma doença silenciosa, já que o seu principal sintoma é o ronco – repetido e bem alto.
Apneia, literalmente, é a ausência de respiração. Se ocorre quando o indivíduo dorme, é chamada de apneia obstrutiva do sono, pois a passagem do ar é dificultada. A falta de oxigênio leva a pessoa a acordar várias vezes durante a noite, muitas vezes sem perceber.
Em determinados momentos, o paciente literalmente para de respirar. As asfixias duram pelo menos 10 segundos, mas podem ser bem mais longas. Quando o cérebro percebe a falta de oxigênio, o corpo libera adrenalina e a pessoa acorda para respirar. Nesse processo, a pressão arterial sobe e o coração dispara.
Esse é o grande risco oferecido pela doença. A pessoa fica com arritmia cardíaca, que é quando o coração se acelera muitas vezes, e então ele corre maior risco de falhar. Além disso, a constante falta de oxigenação faz aumentar a pressão sanguínea, e com isso crescem os riscos de infartos e de acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
O ronco é o principal sinal da apneia, mas nem todo mundo que ronca tem a doença. Outros sinais são cansaço e sonolência durante o dia, falta de energia, baixa concentração, perda de memória, pressão alta, dores de cabeça matinais, irritação e até impotência sexual.
O principal fator de risco é a obesidade, mas é cada vez mais comum encontrar o problema em quem não é obeso. Mulheres depois da menopausa e crianças com amídala ou adenóide aumentada também podem sofrer apneia. Além disso, pessoas com alguma alteração de mandíbula, como queixo para trás, têm mais propensão a ter a doença.
Tratamento
Para detectar a apneia, existe um exame chamado polissonografia. Ele mede quantas vezes por hora a pessoa deixa de respirar durante o sono. Quando isso acontece mais de 30 vezes por hora, o caso é considerado grave.
Para melhorar a respiração durante o sono e evitar a apneia existe um aparelho chamado CPAP – é a sigla em inglês para pressão positiva contínua do ar. O paciente tem que dormir com uma máscara que puxa o ar de fora e o lança para dentro das vias respiratórias.
Com isso, a pressão do ar abre o caminho obstruído, leva oxigênio até os pulmões e evita o ronco porque a pessoa não precisa mais abrir a boca para respirar.
O aparelho é regulado com uma pressão diferente para cada paciente. Isso é importante, porque se a pressão for forte demais, pode provocar irritação nas vias respiratórias.
O exame de polissonografia é oferecido pelo SUS em alguns lugares, mas o tratamento com CPAP não.
Fonte: Bem estar

terça-feira, 12 de junho de 2012

Apneia do sono está ligada a transtornos vasculares


A apneia obstrutiva do sono, condição que causa a pausa da respiração durante o sono, tem papel importante nas anormalidades vasculares e deve ser tratada, evitando assim condições cardíacas potencialmente fatais, é o que aponta um novo estudo.

A Associação Americana do Coração informa que aproximadamente 15 milhões de adultos americanos sofrem de apneia obstrutiva do sono. Tal condição pode causar alterações no funcionamento das veias, interrompendo o suprimento de sangue para o coração mesmo em pessoas saudáveis. Pesquisas anteriores já haviam relacionado disfunções vasculares a transtornos cardíacos.

Para o estudo, publicado no periódico Hypertension, pesquisadores monitoraram o funcionamento do sistema vascular de 108 pessoas saudáveis. Os participantes foram divididos em três grupos: o primeiro, formado por pessoas com apneia do sono de nível moderado a grave e sem problemas de hipertensão; o segundo, formado por hipertensos sem apneia; e o terceiro, por pessoas sem nenhum dos dois problemas.

Os pesquisadores constataram que os participantes que sofriam de apneia apresentaram melhora no suprimento e funcionamento vascular depois de receberem pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) através de máscara nasofacial usada durante o sono.

“Os resultados devem mudar a forma como médicos tratam os pacientes acometidos por apnéia obstrutiva do sono. Mesmo pacientes aparentemente saudáveis que sofrem do transtorno apresentam anormalidades em veias e artérias, além de suprimento debilitado de sangue para o músculo cardíaco, problemas que podem apresentar melhoras com o uso de CPAP”.

É essencial estar atento à ligação entre a apnéia obstrutiva do sono e o problema cardíaco, concluíram os autores do estudo. “Esta condição pode ser tratada, por isso é importante que médicos estejam atentos à sua ocorrência”.

Fonte: IG

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Tire suas dúvidas sobre o CPAP





1. O que é CPAP?
R.: CPAP é a sigla em inglês de Contiunous Positive Airway Pressure ou seja, pressão positiva contínua na via aérea. É a forma mais eficaz de tratamento da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). O sistema CPAP consiste de um gerador de fluxo que, através de uma máscara nasal, fornece uma pressão de ar suplementar que mantém a via aérea desobstruída.

2. Com o CPAP vou continuar roncando?
R.: Não. A partir do exato instante em que o paciente coloca a máscara sobre o nariz e liga o aparelho adequadamente calibrado, não haverá mais resistência à passagem de ar e os roncos não serão mais produzidos, mesmo nos estágios profundos do sono.

3. Como é feita a calibragem do sistema CPAP?
R.: Para isto o paciente precisará dormir uma noite em laboratório do sono para realizar um exame chamado Titulação de CPAP. Este exame consiste em dosar o nível de pressão adequada para inibir os distúrbios respiratórios relacionado ao sono. Com esta pressão o sistema será calibrado e o paciente poderá usá-lo em sua residência.

4. E quanto à sonolência durante o dia?
R.: Ao restabelecer abertura da via aérea, o CPAP previne os despertares e a fragmentação do sono devidos aos distúrbios respiratórios relacionados ao sono. Assim, o portador da SAOS poderá ter um sono restaurador, acordará mais disposto e assim permanecerá durante todo o dia. As demais conseqüências da apnéia do sono, como pressão alta, nictúria (hábito de urinar à noite), doenças cardíacas (arritmia, angina e infarto) e doença cerebrovascular (“derrame”) também podem ser prevenidas com a terapia com CPAP.

5. E se a pessoa tiver obstrução nasal?
R.: Caso esta obstrução nasal não seja revertida através de medicamentos ou de cirurgia, o paciente poderá usar uma máscara facial, que lhe permitirá respirar pela boca.

6. O CPAP também fornece oxigênio?
R.: Não. O paciente com apnéia do sono tem o oxigênio reduzido no sangue durante o sono apenas por causa da obstrução da via aérea. Uma vez que esta obstrução seja revertida, seu nível de oxigênio voltará ao normal sem a necessidade de suplementação.

7. O gerador de fluxo do CPAP faz muito barulho?
R.: Não. O aparelho é extremamente silencioso e não atrapalha o sono do paciente, tampouco do seu (sua) parceiro(a).

8. O CPAP funciona com bateria ?
R.: Não. O sistema deverá ser ligado à rede elétrica. Caso ocorra queda da energia elétrica, há um sistema de segurança para que o paciente não fique sem ar.

9. Como vou ter certeza se a máscara está bem adaptada e se as apnéias não existirão mais?R.: Hoje em dia, há aparelhos de CPAP que possuem um programa de computador e que armazena informações quanto ao número de horas de uso do sistema, quanto ao fluxo de ar na via aérea e se há escape de através da máscara

10. Por quanto tempo terei que usar o CPAP até que fique curado?
R.: Se o paciente dorme sem a máscara, sua faringe ficará desprotegida, podendo ocorrer obstrução novamente. A Medicina ainda não descobriu a cura definitiva para a SAOS, mas já oferece uma forma de tratamento 100% eficaz para uma doença tão grave, estudada há apenas 30 anos.

11. Quais são os efeitos colaterais da terapia CPAP?
R.: Os efeitos indesejáveis do CPAP são raros, leves e reversíveis. Uma pequena parcela de pacientes podem relatar ressecamento e obstrução nasal, fobia pela máscara e distensão abdominal por aerofagia (se paciente deglute o ar inalado). Com a identificação do problema, medidas poderão ser tomadas para a sua prevenção.

Visite nosso site e conheça os modelos de CPAP:
http://physicalcare.com.br/cpap-resmed-cpap-respironics-philips-cpap-apex-cpap-fisher-paykel.asp


Fonte: Sleep

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Travesseiros para CPAP e BIPAP


 
Utilizar uma máquina de CPAP pode exigir algumas mudanças tais como a posição de dormir. Para auxiliar na adaptação existem travesseiros especiais para uso dos equipamentos. 

Apnéia do sono é o distúrbio caracterizado por pausas na respiração durante o sono. Um dos tipos mais comuns de tratamento não-invasivo para esta doença é o uso do CPAP.
Dormir com travesseiros apropriados traz mais conforto ao paciente.

 Travesseiros tradicionais podem interferir no tubo e máscara de CPAP, que são utilizados por pacientes com apnéia do sono. Travesseiros para CPAP tem recortes especialmente desenvolvidos para acomodar o equipamento.

Este travesseiro pode ser destinado aos aparelhos CPAP e BIPAP

 Fique atento:

-O travesseiro deve ser capaz de apoiar adequadamente sua cabeça e pescoço;

- Um travesseiro bom vai promover um alinhamento adequado da cabeça, pescoço e coluna.

-Travesseiros para aparelhos de tratamento de apnéia do sono tem diferentes formas e tamanhos, escolha um que se encaixa perfeitamente a sua necessidade.


Lembrando que antes de iniciar qualquer tratamento, o indicado é consultar primeiro o seu médico.

Fisioterapia no Tratamento da Apnéia Obstrutiva do Sono


A atuação do fisioterapeuta nos distúrbios respiratórios relacionados ao sono dirige-se principalmente à Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS), pois esta é considerada uma doença com alta prevalência reconhecida pelos episódios respiratórios obstrutivos intermitentes durante o sono.

A SAOS é reconhecida como importante causa do aumento da morbidade e da mortalidade em seus portadores. As conseqüências da síndrome englobam desde acidentes causados por sonolência excessiva diurna, diminuição do desempenho cognitivo, até risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e doenças metabólicas. A terapia por pressão aérea positiva, ou Continuous Positive Airway Pressure (CPAP), na rotina fisioterapêutica é muito utilizada em casos de microatelectasias, de profilaxia da insuficiência respiratória aguda, de hipoventilação alveolar, entre outros. Para o tratamento da SAOS, o CPAP é o tratamento primário e é considerado padrão ouro.

Demonstrou-se que a utilização do CPAP normaliza a arquitetura do sono, reduz a sonolência diurna, melhora o desempenho diurno, melhora o humor, reduz acidentes automobilísticos e tende a diminuir a pressão arterial em portadores da SAOS. Apesar da alta eficácia do tratamento com CPAP, muitos pacientes não usufruem todas as vantagens por não aderirem ao tratamento. A eficácia do tratamento da SAOS é limitada pela variabilidade de adesão à terapia prescrita. A adesão ao tratamento com CPAP foi estabelecida pela utilização maior do que quatro horas de sono, cinco dias por semana. Foi relatado que 23% dos pacientes desistem de utilizar o CPAP em um período de cinco anos, sendo que a maioria desiste no primeiro ano.

Considerando que a apnéia obstrutiva do sono está associada ao aumento do risco fatal e não fatal de um evento cardiovascular, com maior propensão à morte súbita durante o sono e aumento de risco para Acidente Vascular Cerebral (AVC), as implicações da SAOS não tratadas podem ser desastrosas para o indivíduo e para a sociedade e não podem ser ignorada. A atuação do fisioterapeuta no tratamento da SAOS começa na titulação pressórica do CPAP durante o exame de polissonografia, com informações sobre o procedimento de titulação, sobre a doença e sobre suas conseqüências.


Após a prescrição médica da utilização do CPAP, inicia-se o programa de educação continuada no tratamento da SAOS, que focaliza o acompanhamento inicial, pois sabe se que a primeira semana de tratamento pode predizer a utilização em longo prazo. O protocolo engloba o acompanhamento de cinco primeiras consultas distribuídas a partir da primeira consulta, seguida da primeira semana de utilização, primeiro mês de utilização, terceiro mês de utilização e sexto mês de utilização.


O resultado do exame de polissonografia com titulação de CPAP fornece parâmetros de como o paciente reagiu à titulação de CPAP, além da possibilidade de observação de detalhes do padrão do sono, e para isso é importante apresentar o exame basal para método comparativo.


Outro item importante para observar no exame é o índice de apnéia/hipopnéia (IAH) a cada graduação pressórica, podendo associar também aos estágios do sono e ao decúbito, informando sobre o tipo de CPAP mais adequado ao paciente. Os aparelhos de CPAP de pressão fixa possuem variação pressórica entre 4 cm a 20 cm de H2O, que poderá ajustar-se na pressão prescrita pelo médico. A maioria dos aparelhos dispõe do botão de “rampa”, que é um dispositivo que proporciona mais conforto ao paciente: a pressão diminui para auxiliar o adormecer e aumenta gradualmente em um intervalo que pode se ajustar desde 0 a 45 minutos em alguns aparelhos.


Fonte: Portal Racine

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Máscara para CPAP


O tratamento com CPAP para a Apnéia do Sono tem proporcionado resultados eficientes e benéficos para pessoas com esse problema.

Durante o sono, os músculos do corpo relaxam, assim também ocorre com os músculos da garganta. Nesta situação eles tendem a tocar uns nos outros bloqueando a passagem de ar. Usando equipamentos como o CPAP que envia ar pressurizado para dentro das vias respiratórias o processo de respiração é mantido normalmente.

Adquirir um CPAP e começar a usá-lo sem orientação especializada pode fazer com que o tratamento não seja eficaz.



Existem restrições e diretrizes que devem ser seguidas, uma delas é a escolha da máscara ideal. Existem diversos tipos de máscaras especialmente criadas para ajudar os usuários.

Podemos dividir em dois grupos: máscara facial e máscara nasal, e dentro de cada grupo estão as variedade de modelos.

As máscaras faciais encontradas hoje no mercado de fisioterapia respiratória não são desconfortáveis, mesmo cobrindo parte do rosto.
As empresas fabricantes avaliam e analisam diversos pontos para trazer conforto e eficácia em seus produtos.
Até mesmo um travesseiro foi desenvolvido para garantir uma boa noite de sono sem interrupções.
 
Uma alternativa para quem não se adapta a máscara facial é a máscara nasal.
Com a mesma preocupação de bem estar, foi projetada para garantir a qualidade do tratamento enviando ar apenas através das vias nasais.


Veja aonde comprar máscaras nasais
http://www.physicalcare.com.br/loja-mascaras-nasais.asp

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CPAP e Apnéia do Sono

A forma mais conservadora de tratamento das apnéias do sono e da hipoventilação da obesidade é também a mais bem aceita pelos pacientes. É ainda, considerada a forma mais eficiente de tratamento. Consiste do uso de pressão positiva aplicada as vias aéreas superiores durante o sono, através de máscara nasal ou facial.
 
 
Atualmente existem diferentes modos de aplicação da pressão positiva nas vias aéreas: a) o modo clássico aplicado à maioria dos pacientes utiliza pressão positiva contínua por meio de dispositivo apropriado chamado aparelho de CPAP (Continuous Positive Airway Pressure);
 
b) Outro modo, geralmente aplicado aos pacientes obesos hipercapneicos, utiliza pressão positiva em dois níveis, inspiratório e expiratório, por meio de aparelho de BiPAP (Bi-level Positive Airway Pressure);
 
c) Por fim, aparelho com ajuste automático dos níveis de pressão positiva denominado de Auto-CPAP constitui uma variante do método clássico ficando reservado a situações mais específicas.



Representação esquemática do aparelho de CPAP. O aparelho funciona com a acoplagem de acessórios indispensáveis ao funcionamento do sistema, a saber: 1) máscara nasal (ou facial, em casos especiais); 2) tubo flexível para conexão da máscara ao aparelho; 3) aparelho de CPAP.
 
 
O que é o CPAP e como age sobre as vias aéreas?
 
O aparelho de CPAP foi primariamente concebido para tratamento dos distúrbios respiratórios do sono, pelo pneumologista australiano C. E. Sullivan no início da década de 1980. Atua dentro de uma escala de pressão que vai de 0 a 20 cmH²O. Ao longo dos anos subseqüentes, sua eficácia vem sendo observada no auxílio a resolução de diversos outros problemas respiratórios em adultos e crianças.
 
 
O CPAP possui um mecanismo intrínseco que lhe permite aspirar ar do meio ambiente, filtrá-lo e enviá-lo ao paciente através de tubo flexível. O ar penetra nas vias aéreas, através de máscara nasal, sob pressão fixa, pré-estabelecida para cada paciente.
 
 
A pressão eficaz situa-se geralmente na faixa de 5 a 13 cmH²O. O ar sob pressão penetrando nas vias aéreas impede o colapso das paredes musculares faringeanas, evitando a ocorrência das apnéias, hipopnéias e de respiração com esforço aumentado produzindo despertares.
 
 
O aparelho impede também a vibração de outras estruturas moles da faringe, evitando o ronco. O efeito do CPAP sobre as vias aéreas superiores pode ser representado pelo clássico esquema.

                                     

A figura A representa a distribuição da pressão negativa que se desenvolve nas vias aéreas no início da inspiração espontânea. Nos distúrbios respiratórios do sono, a resistência anormalmente alta das vias aéreas superiores retarda a passagem do ar através destas vias, retardando a anulação da pressão negativa.
 
 
Como estabelecer a pressão ideal a ser empregada no cpap?
 
O paciente com distúrbio respiratório do sono, candidato ao uso de CPAP é submetido a uma segunda polissonografia, acrescentando-se o aparelho ao circuito de registro das mesmas variáveis utilizado para obtenção do diagnóstico.
 
 
O tempo necessário para o acerto da pressão é variável. Idealmente, a pressão é determinada durante estudo de noite inteira, com o tempo total de sono superior a 180 minutos. Pacientes com quadros graves e sonolência diurna marcante podem ser submetidos ao protocolo chamado “split-night”, no qual a primeira metade da noite é destinada ao diagnóstico, enquanto a titulação da pressão é realizada na segunda metade.
 
 
O ajuste da pressão busca abolir todos os eventos respiratórios anormais (apnéias, hipopnéias, despertares por esforço respiratório aumentado, limitações ao fluxo aéreo, roncos e dessaturação da hemoglobina).
 
 
Durante a titulação deve ocorrer registro de sono REM, pois nessa fase predominam os eventos respiratórios obstrutivos, estando o paciente em decúbito dorsal, posição facilitadora dos distúrbios.
 
 
Os pacientes que manifestam persistência de sintomas como, sono não restaurador e sonolência diurna excessiva, apesar do uso correto do aparelho, devem ser reavaliados com estudo polissonográfico.
 

Adeptação ao CPAP
 
A adaptação do paciente ao aparelho de CPAP constitui, na maioria das vezes, sua única possibilidade de tratamento não-invasivo (não-cirúrgico). O uso de CPAP é considerado o tratamento “padrão-ouro” para apnéia do sono por vários aspectos entre eles, o de ser não-invasivo.
 
 
Em média os usuários utilizam o aparelho por 4,5 a 5 horas/noite. Em cada lado da faixa de adesão ao tratamento estão os usuários regulares e os irregulares sendo que, os primeiros constituem 60% do total e consistem de pacientes que usam o aparelho quase todas as noites por 6 horas ou mais; os demais são usuários irregulares com todo tipo de variação no tempo de uso por semana. Adesão ao CPAP significa usá-lo por 6 horas/noite, 6-7 dias/semana.
 
 
Os pacientes com distúrbios graves são os que melhor aderem ao tratamento. Neles, o tratamento com CPAP produz verdadeira e benéfica mudança de vida, graças à considerável melhora dos sintomas relacionados a hipersonolência diurna. Isso favorece uma motivação para o uso regular do aparelho, durante todo o período de sono de todos os dias da semana. Infelizmente, essa ótima adesão não ocorre em todos os pacientes graves.
 
 
A disposição do paciente, para aceitar o aparelho, reduz muito os casos de falha do tratamento e nesse sentido a correta orientação ao paciente quanto às dificuldades e benefícios inerentes ao tratamento é fundamental.
 
 
Grande parte dos pacientes com apnéias do sono de grau moderado, e pequena parte daqueles com distúrbio leve, desde que sintomáticos, também apresentam boa adesão. Os sintomas mais capazes de promover disposição para aderir ao tratamento são: hipersonolência diurna, ou a presença de doença cardiovascular conscientizando o paciente da necessidade do tratamento.
 
Atitudes recomendadas para facilitar a adesão
 
É possível promover ou melhorar a aceitação do CPAP por meio das seguintes providências:

1) identificando e corrigindo fatores mecânicos removíveis, localizados no nariz ou na faringe;
 
2) evitando o ressecamento das vias aéreas por meio de umidificação do ar inspirado e garantido o fechamento da boca durante o sono;
 
3) promovendo o tratamento de infecções dos seios da face;
 
4) corrigindo falhas de ajuste da máscara ao rosto, de modo a evitar vazamentos de ar nos olhos, reação cutânea traumática, deslocamento da máscara com os movimentos corporais no sono;
 
5) reavaliando a pressão nos casos de dificuldade de expiração;
 
6) disponibilizando acesso a consultas especializadas durante as primeiras semanas de tratamento para identificar e corrigir dificuldades de adesão.

Quais os resultados esperados do tratamento com CPAP?
 
Levando-se em conta que o papel do CPAP é reverter a oclusão e manter a permeabilidade das vias aéreas no sono, fica fácil perceber a extensão do benefício proporcionado à saúde dos usuários dessa forma de tratamento. O benefício mais imediato ocorre sobre o estado de sonolência diurna. Este é um sintoma comum e debilitante que está presente na maioria dos casos triados para investigação de distúrbio respiratório do sono.
 
 
Mas o benefício decorrente da supressão das apnéias do sono que se obtém com o CPAP, vai além da restauração da continuidade, da quantidade e da distribuição dos estágios do sono: é garantia de oxigenação normal para os tecidos e órgãos e normalização da produção de catecolaminas.
 
 
Esses fatores asseguram no mínimo, a parada da progressão de diversos outros mecanismos de ordem neural, humoral, metabólico, trombótico e inflamatório de produção de doenças, incluindo a hipertensão arterial sistêmica que se desenvolve em 30% dos pacientes com síndrome das apnéias obstrutivas do sono.

 
Fonte: Concurso e Fisioterapia