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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Exercícios respiratórios


São exercícios específicos utilizados para melhorar a capacidade pulmonar e a função respiratória. Trata-se de exercícios simples que o paciente aprende a efetuar por si mesmo com a ajuda e supervisão do fisioterapeuta. Recomenda-se a prática destes exercícios várias vezes por dia, durante um período de tempo pré-estabelecido e num ambiente tranquilo, onde o paciente se possa sentir comodo e relaxado. Normalmente, cada exercício deve ser repetido entre cinco a dez vezes.

Exercícios intercostais. São indicados para aprender a controlar e fortalecer a expansão do tórax. O paciente pode permanecer de pé ou sentado, apoiando as palmas das mãos sobre o tórax: durante a inspiração, deve efectuar uma ligeira pressão nas costelas, de modo a forçar e treinar os músculos inspiratórios; durante a expiração, as mãos devem acompanhar o movimento de retracção da cavidade torácica e, no final, comprimi-la moderadamente para expulsar o máximo de ar possível.

Respiração diafragmática. É recomendada para fortalecer a expansão da base dos pulmões, o sector que normalmente tem uma maior capacidade. O paciente deve permanecer sentado, com o tronco inclinado cerca de 45º para trás, com as costas e a cabeça bem apoiadas, os joelhos dobrados e o abdómen relaxado, apoiando uma mão sobre este para perceber os movimentos respiratórios e controlar o exercício. Então, deve inspirar lenta e profundamente, verificando a expansão da parede abdominal e a descida do diafragma. Em seguida, deve expirar o ar lentamente para que seja perceptível a contracção da musculatura abdominal e a subida do diafragma.

Espirometria de estímulo. Esta técnica, indicada para fortalecer a capacidade inspiratória, é realizada com a ajuda de um espirómetro, um aparelho simples que avalia o volume de ar aspirado. Para o efectuar, o paciente deve colocar os seus lábios na abertura do espirómetro e inspirar o mais profundamente possível. A abertura está ligada a um tubo que desagua numa divisão de três compartimentos, com uma bola de plástico no interior de cada um deles; quanto maior for o volume de ar inspirado, mais bolas sobem no interior do compartimento, ou seja, deve-se tentar fazer subir o maior número de bolas e mantê-las elevadas o máximo de tempo possível. Ao expirar, o paciente retira os seus lábios da abertura e as bolas descem.

Sopros. Entre os exercícios úteis para fortalecer a expiração, o mais simples consiste na realização de inspirações profundas seguidas de expirações pela boca efectuadas com os lábios entreabertos, de modo a obstruir a saída do ar. Este exercício não deve ser efectuado muitas vezes seguidas, pois o excesso de oxigenação pode provocar enjoos e sensação de formigueiro.

Fonte: Medipédia

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Dúvidas frequentes sobre os distúrbios do sono


O que fazer para ter uma noite bem dormida?
Chegar em casa pelo menos três horas antes do horário de dormir. Deixar bem claro para você mesmo que seu dia de trabalho acabou pelo menos duas horas antes de dormir, quando então deverá tomar banho, ler e relaxar. Não se deve ir para a cama sem sono. Não se deve usar a cama para planejar o dia seguinte, ler, assistir TV. Ter sempre um horário regular para se deitar e levantar. Evitar comer muito próximo ao horário de dormir. Se não pegar no sono após 15 ou 30 minutos, levante-se e vá para outro recinto ler. Evitar assistir TV, principalmente programas muito excitantes.

Ao acordar, deixe a luz do sol entrar em seu quarto. Não realizar exercícios intensos próximo ao horário de dormir. Não ingerir álcool após as 18:00 horas. Manter as regras inclusive nos finais de semana. Se estiver roncando, mesmo que lhe pareça o contrário, você pode não estar dormindo bem. Talvez você precise fazer um exame para analisar seu sono. Procure seu neurologista.

Por que o neurologista é o profissional a lidar com problemas de sono? Outros especialistas também podem tratar de insônia?
O neurologista recebe treinamento clínico e neurofisiológico específico, aprendendo as bases do funcionamento cerebral e suas conseqüências no comportamento humano. O treinamento clínico permite ao neurologista cuidar das repercussões sistêmicas das doenças do sono e as bases neurológicas permitem que faça diagnósticos diferenciais e investigue outras possíveis causas neurológicas para as manifestações do paciente. O sono normal ou seus distúrbios estão associados ao bom ou mau funcionamento cerebral, respectivamente, e o neurologista conhece profundamente a anatomia, fisiologia, fisiopatologia e clínica do sistema nervoso. Outros especialistas que podem cuidar de insônia são os psiquiatras. A apnéia do sono também pode ser cuidada por pneumologistas e otorrinolaringologistas com treinamento em distúrbios do sono.


Quais os distúrbios comuns do sono?
Os distúrbios de sono mais comuns são a insônia, a apnéia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquietas. São comuns também o sono insuficiente e o atraso de fase de sono.
A Apnéia Obstrutiva do Sono caracteriza-se pela obstrução da via aérea ao nível da garganta durante o sono, levando a uma parada da respiração, que dura em média 20 segundos.

Após esta parada no fluxo de ar para os pulmões, o paciente acorda, emitindo um ronco muito ruidoso. A apnéia obstrutiva do sono pode ocorrer várias vezes durante a noite, havendo pacientes que apresentam uma a cada um ou dois minutos. Durante a apnéia, a oxigenação sangüínea pode cair a valores críticos, expondo o paciente a problemas cardíacos. A apnéia obstrutiva do sono ocorre em cerca de 5% da população geral e em 30% dos indivíduos acima dos 50 anos de idade, sendo também mais comum em homens.

A Síndrome das Pernas Inquietas é a mais comum das doenças do sono, da qual poucos ouviram falar. Afeta cerca de 7% da população e se caracteriza principalmente por uma sensação desagradável nas pernas, profunda, nos ossos às vezes, como se fosse uma coceira ou friagem, choque, formigamento, e eventualmente dor. 

Estes sintomas são acompanhados de uma sensação de angústia e imensa necessidade de mover as pernas, ou ainda massageá-las, alongá-las ou mesmo espancá-las em algumas situações. Os sintomas ocorrem principalmente na hora de se deitar, mas podem ocorrer em qualquer momento em que o indivíduo fica parado (sentado ou deitado), seja para descansar ou qualquer outra atividade que não exija movimentos. Os sintomas da síndrome das pernas inquietas podem ser tão intensos que o paciente não consegue iniciar o sono.


O que é insônia?
A insônia é simplesmente a dificuldade de iniciar o sono, mantê-lo continuamente durante a noite ou o despertar antes do horário desejado. Estes episódios de insônia podem estar relacionados a vários fatores, e são bastante individuais: expectativas (viagem, compromissos, reuniões, prova, etc.), problemas clínicos, problemas emocionais passageiros, excitação associada a determinados eventos. Mas pode tornar-se crônica e provocar muito sofrimento ao longo dos anos.


Quais os fatores que levam à insônia?
A insônia está associada a múltiplos fatores e muitas vezes estão somados em um mesmo paciente. Algumas pessoas apresentam estruturalmente maior propensão à insônia (são os fatores predisponentes), e quando expostas a condições de estresse, doenças ou mudança de hábitos, desenvolvem episódios de insônia (fatores precipitantes). Estes episódios de insônia podem se perpetuar, principalmente porque o paciente tende a associar suas dificuldades de dormir a uma série de comportamentos: esforço para dormir, permanência na cama só para descansar, elaboração de pensamentos e planejamentos na hora de dormir, atenção a suas preocupações, atenção a fenômenos do ambiente, como ruídos e pessoas que estão dormindo, havendo sempre uma hipervalorização destes fatos, o que realimenta a insônia.


Como se reconhece quando uma pessoa dorme mal? Quais os sintomas?
A principal manifestação de um problema crônico de sono é a sonolência diurna exagerada. As primeiras manifestações dos distúrbios do sono são as alterações do humor e as alterações de memória e capacidades mentais (cognitivas), como aprendizado, raciocínio e pensamento. Para alguns, basta uma noite mal dormida para que a pessoa esteja mal no dia seguinte, principalmente menos tolerante, irritadiça, e com dificuldades de memória, podendo surgir também dor de cabeça. Um sintoma muito característico de distúrbio de sono é o ronco. O ronco ainda hoje é interpretado popularmente como sinal de que o indivíduo dorme bem, mas é justamente o contrário.

Quem ronca está esforçando sua musculatura respiratória para além de seus limites, e está sobrecarregando o coração de trabalho. Ao longo do tempo o indivíduo que ronca pode ficar hipertenso e/ou apresentar infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Quem ronca pode ter apnéia obstrutiva do sono, e outros indícios desta doença podem ser a obesidade, prejuízo de memória, dificuldade de raciocínio, diminuição da libido, disfunção erétil (impotência), pescoço grosso, circunferência abdominal elevada, boca pequena, queixo para traz, amígdalas grandes.


A longo prazo, quais os problemas que a apnéia pode vir a ocasionar ao indivíduo?
A longo prazo, pacientes com apnéia obstrutiva do sono podem desenvolver doenças nas artérias, pois estão submetidos a uma inflamação subclínica (perceptível apenas através de exames laboratoriais), facilitando acúmulo de colesterol na parede das artérias, além de precipitar a ocorrência de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame). Em longo prazo também se desenvolve a síndrome metabólica, que é a ocorrência de distúrbios dos lípides e glicose sangüínea, hipertensão arterial e aumento da circunferência abdominal. Quem apresenta esta síndrome tem maior tendência a ter infarto do miocárdio e derrame cerebral.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Apnéia Obstrutiva do Sono

Tudo que se refere a nossa saúde é um grande motivo de preocupação para nós e nossa boa noite de sono de certa forma mexe com nossa saúde.

Um problema pouco divulgado mais que existe e acontece com muitas pessoas é a apnéia obstrutiva, que é uma interrupção da respiração durante o sono por pelo menos 10 segundos.

Este problema é muito comum ser relatado por pessoas que dormem ao lado da pessoa. A pessoa que vê a outra em apnéia descreve que a pessoa repentinamente para de respirar e acorda assustada.

A apnéia obstrutiva do sono (aso), é de fato uma doença que causa a interrupção respiratória durante o sono, ou seja, é uma doença perigosa que acarreta estresse, hipertensão arterial, sonolência, depressão, desgaste, físico e mental e outros.

Esse problema atinge cerca de 3% da população mundial e segundo estudos é uma das doenças que mais matam, devido aos fatores de acidente de trânsito (pessoa dorme ao volante), problemas cardíacos ou acidente vascular cerebral (avc).


A apnéia ocorre da seguinte maneira:
Os músculos do palato mole e da língua dominam a liberação do ar, mas, quando estão relaxados a passagem do ar fica mais estreita, bloqueando parte do fluxo. E então, quando se inspira a parte mais macia e flexível da garganta vibra, produzindo o ronco.
Se a garganta já é estreita ou os músculos ficam completamente relaxados, o ar não passa e a respiração não acontece e assim ocorre a apnéia do sono.
Quem perceber tal problema durante o sono, deve buscar ajuda médica para diagnosticar e submeter-se aos tratamentos prescritos e assim não sofrer consequências mais graves.


Fonte: mundodastribos.com

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Apnéia do Sono tem tratamento?

 
A apnéia do sono é um grupo de distúrbios graves do sono nos quais a respiração é interrompida repetidamente durante o sono (apnéia), durante um tempo suficientemente longo a ponto de reduzir a oxigenação do sangue e do cérebro e aumentar a quantidade de dióxido de carbono. A apnéia do sono pode ser obstrutiva ou central. A apnéia do sono obstrutiva é causada por uma obstrução da garganta ou das vias aéreas superiores.


A apnéia do sono central é causada por uma disfunção da área do cérebro responsável pelo controle da respiração. Algumas vezes, em casos de apnéia do sono obstrutiva, a combinação da manutenção prolongada da concentração baixa de oxigênio e da concentração elevada de dióxido de carbono diminui a sensibilidade do cérebro a essas alterações, adicionando um elemento de apnéia central ao problema. Geralmente, a apnéia do sono obstrutiva ocorre em homens obesos, os quais, em sua maioria, tentam dormir em decúbito dorsal (apoiados sobre as costas). O distúrbio é muito menos comum em mulheres.

A obesidade, provavelmente em combinação com o envelhecimento dos tecidos orgânicos e outros fatores, acarreta um estreitamento das vias aéreas superiores. O tabagismo, o uso excessivo de bebidas alcoólicas e as doenças pulmonares (p.ex., enfisema) aumentam o risco de apnéia do sono obstrutiva. A predisposição à apnéia do sono – garganta e vias aéreas estreitas – pode ser hereditária, afetando diversos membros de uma família.

Sintomas
Como os sintomas ocorrem durante o sono, eles devem ser descritos por alguém que observe o indivíduo enquanto ele dorme. O sintoma mais comum é o ronco associado a episódios de respiração ofegante, engasgos, pausas da respiração e episódios de despertar súbito. Nos casos graves, os indivíduos apresentam episódos repetidos de engasgamento obstrutivo relacionado ao sono, tanto durante a noite quanto durante o dia.
 
 
Finalmente, esses episódios interferem na atividade laborativa diurna e aumentam o risco de complicações. Uma apnéia do sono prolongada e grave pode causar cefaléia, sonolência excessiva durante o dia, atividade mental diminuída e, finalmente, insuficiência cardíaca e pulmonar. Nesta última fase, os pulmões não são capazes de oxigenar o sangue adequadamente nem de eliminar o dióxido de carbono.
 

Diagnóstico
Nos estágios iniciais, a apnéia do sono é freqüentemente diagnosticada baseando-se nas informações fornecidas pela pessoa que dorme com o paciente, a qual pode descrever roncos altos ou ruídos ofegantes e episódios de despertar com sobressalto associados ao engasgamento. Além disso, o indivíduo pode apresentar piora da fadiga durante o dia. A confirmação do diagnóstico e uma avaliação de sua gravidade são melhor realizadas em um laboratório de estudos do sono. Essas análises podem auxiliar o médico na diferenciação entre a apnéia do sono obstrutiva e a apnéia do sono central.
 
Tratamento
Para os indivíduos com apnéia do sono obstrutiva, as primeiras medidas a serem tomadas são deixar de fumar, evitar o uso excessivo de bebidas alcoólicas e perder peso. Aqueles que roncam muito e engasgam freqüentemente durante o sono não devem tomar tranquilizantes, medicamentos para dormir e outros sedativos. Os indivíduos com apnéia do sono central habitualmente são beneficiados com o uso de um respirador artificial, o qual é utilizado durante as horas de sono. A mudança de posição durante o sono é importante. Os indivíduos que roncam são aconselhados a dormir de lado ou com em decúbito ventral, com a face voltada para baixo.
 

Se esses procedimentos simples não eliminarem a apnéia do sono, pode ser utilizado um aparelho de pressão positiva contínua das vias aéreas com o auxílio de um dispositivo como, por exemplo, uma máscara de oxigênio que libera uma mistura de ar e oxigênio através das narinas. Esse aparelho mantém as vias aéreas abertas, auxiliando a respiração regular. Excetuandose os alcoolistas, quase todos os indivíduos adaptam-se a esses aparelhos. Dispositivos bucais, confeccionados por dentistas, podem reduzir as apnéias e o ronco em muitos indivíduos.
 

Raramente um indivíduo com apnéia do sono grave necessita de uma traqueostomia, um procedimento cirúrgico que cria uma abertura permanente na traquéia através do pescoço. Algumas vezes são realizados outros procedimentos cirúrgicos para alargamento das vias aéreas superiores, visando aliviar o problema. Contudo, essas medidas somente são necessárias em casos extremos e, normalmente, são realizadas por um especialista.
 
 
Vídeo Apnéia do Sono | Tratamento
 
 
 
Fonte: Fisionet 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Apnéia do sono em crianças


Estudos estimam que 10% das crianças roncam e tem síndrome de apnéia obstrutiva do sono. É importante saber que distúrbios respiratórios em crianças podem diferir da dos adultos em termos de causa, sintomas, diagnóstico e tratamento.

Como os sintomas da apnéia do sono em crianças geralmente são mais sutis do que os adultos, o reconhecimento e diagnóstico em crianças requer a atenção sobre um conjunto de características.

Os sintomas da apnéia do sono em crianças são ronco mais alto do que a respiração, bem como a respiração bucal, sono agitado incluindo suores e sonolência diurna excessiva. Outros sinais da doença em crianças são dificuldade de aprendizagem, mudanças de personalidade e comportamento anti-social.
Em conjunto com a apnéia pode-se encontrar ainda amígdalas e adenóides ampliadas obstruindo constantemente as vias aéreas, infecções do trato respiratório, hipertensão e problemas cardíacos.

Causas da apnéia do sono em crianças
O aumento das amídalas e adenóides são a causa mais comum de apnéia do sono em crianças, excesso de peso também contribui para desenvolver a doença devido ao excesso de tecido nas vias aéreas.
Exames médicos normalmente podem identificar amígdalas e / ou adenóides ampliadas, porem é recomendado o teste de polissonografia para diagnosticar a apnéia do sono. Este exame revela o grau do problema já indicando o caminho para o melhor tratamento.

Não tratar a apnéia do sono em crianças pode acarretar diversas consequências negativas como insuficiência cardíaca, pulmonar e problemas de saúde em geral.
Nos bebês o risco é ainda maior, uma vez que seus corpos ainda não estão totalmente desenvolvidos, a apnéia pode trazer danos a saúde e a vida. Crianças pequenas não compreendem e não expressam muito bem o que sentem, não conseguindo explicar as dificuldades pelas quais estão passando, por esse motivo é preciso ficar atento aos sintomas. A detecção precoce e seu tratamento devem ser prioridade.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Apnéia Obstrutiva do Sono nos Estados Unidos


Estudos mostram que cerca de 12 milhões de americanos tem apnéia obstrutiva do sono, e é provável que outros milhões não saibam que tem a doença.
Este problema é causado pelo “relaxamento” excesivo dos músculos da garganta ocasionando o bloqueio das vias respiratórias durante o sono, ou seja, a pessoa para de respirar várias vezes durante a noite.


O não tratamento da Apnéia Obstrutiva do Sono pode levar à pressão alta, doenças cardíacas, diabetes e aumento do risco de acidentes por causa de fadiga durante o dia.

Geralmente, os músculos da parte superior da garganta ajudam a manter as vias respiratórias abertas e permitem o fluxo do ar para os pulmões. Embora esses músculos costumem relaxar durante o sono, a faringe permanece aberta o bastante para permitir a passagem do ar.

Entretanto, em algumas pessoas, essa região da garganta é mais estreita. Quando os músculos das vias aéreas superiores relaxam durante o sono, pode haver sua oclusão total. Isso impede que o ar chegue aos pulmões.

Podem ocorrer roncos altos e respiração forçada. Durante o sono profundo, a respiração pode ser interrompida por um período (geralmente mais de 10 segundos). Isso é chamado de apneia.

Um episódio de apneia é seguido por uma tentativa súbita de respirar e uma alteração para uma etapa mais leve de sono. O resultado é um sono fragmentado ou interrompido que não é revigorante. Como consequência, as pessoas com apneia do sono sentem-se mais lentas ou sonolentas durante o dia, o que recebe o nome de sonolência excessiva diurna.

Homens idosos e obesos parecem apresentar um risco maior, embora muitas pessoas com apneia obstrutiva do sono não sejam obesas.

Os fatores a seguir também podem aumentar seu risco de apresentar apneia obstrutiva do sono:

  • Determinados formatos de palato e mandíbula
  • Tensilas e adenoides grandes em crianças
  • Pescoço ou clavícula largos
  • Língua grande
  • Via respiratória estreita
  • Obstrução nasal
  • Obesidade

Ingerir álcool ou usar sedativos antes de dormir pode aumentar a probabilidade de um episódio de apneia.

Sintomas


Normalmente, uma pessoa com apneia obstrutiva do sono não sabe que tem episódios de apneia durante a noite. Seus familiares, principalmente os cônjuges, presenciam os períodos de apneia.

Um paciente com apneia obstrutiva do sono normalmente ronca profundamente logo após adormecer. O ronco continua em ritmo regular por algum tempo, tornando-se cada vez mais alto. Em seguida, é interrompido por um longo período de silêncio durante o qual não há respiração. Essa oclusão é seguida por um urro alto e um suspiro e o ronco recomeça. Esse padrão é repetido com frequência durante toda a noite.

Os principais sintomas costumam estar associados à sonolência excessiva diurna:

  • Sonolência diurna anormal, inclusive adormecer em momentos inadequados
  • Acordar cansado pela manhã
    Outros sintomas possíveis:
    • Depressão (possivelmente)
    • Problemas de memória
    • Cefaleia diurna
    • Mudanças de personalidade
    • Falta de concentração
    • Sono agitado e irregular
    • Despertar frequente durante o sono para urinar
    • Insônia
    Fonte: Minha Vida

    quinta-feira, 27 de outubro de 2011

    CPAP e Apnéia do Sono

    A forma mais conservadora de tratamento das apnéias do sono e da hipoventilação da obesidade é também a mais bem aceita pelos pacientes. É ainda, considerada a forma mais eficiente de tratamento. Consiste do uso de pressão positiva aplicada as vias aéreas superiores durante o sono, através de máscara nasal ou facial.
     
     
    Atualmente existem diferentes modos de aplicação da pressão positiva nas vias aéreas: a) o modo clássico aplicado à maioria dos pacientes utiliza pressão positiva contínua por meio de dispositivo apropriado chamado aparelho de CPAP (Continuous Positive Airway Pressure);
     
    b) Outro modo, geralmente aplicado aos pacientes obesos hipercapneicos, utiliza pressão positiva em dois níveis, inspiratório e expiratório, por meio de aparelho de BiPAP (Bi-level Positive Airway Pressure);
     
    c) Por fim, aparelho com ajuste automático dos níveis de pressão positiva denominado de Auto-CPAP constitui uma variante do método clássico ficando reservado a situações mais específicas.



    Representação esquemática do aparelho de CPAP. O aparelho funciona com a acoplagem de acessórios indispensáveis ao funcionamento do sistema, a saber: 1) máscara nasal (ou facial, em casos especiais); 2) tubo flexível para conexão da máscara ao aparelho; 3) aparelho de CPAP.
     
     
    O que é o CPAP e como age sobre as vias aéreas?
     
    O aparelho de CPAP foi primariamente concebido para tratamento dos distúrbios respiratórios do sono, pelo pneumologista australiano C. E. Sullivan no início da década de 1980. Atua dentro de uma escala de pressão que vai de 0 a 20 cmH²O. Ao longo dos anos subseqüentes, sua eficácia vem sendo observada no auxílio a resolução de diversos outros problemas respiratórios em adultos e crianças.
     
     
    O CPAP possui um mecanismo intrínseco que lhe permite aspirar ar do meio ambiente, filtrá-lo e enviá-lo ao paciente através de tubo flexível. O ar penetra nas vias aéreas, através de máscara nasal, sob pressão fixa, pré-estabelecida para cada paciente.
     
     
    A pressão eficaz situa-se geralmente na faixa de 5 a 13 cmH²O. O ar sob pressão penetrando nas vias aéreas impede o colapso das paredes musculares faringeanas, evitando a ocorrência das apnéias, hipopnéias e de respiração com esforço aumentado produzindo despertares.
     
     
    O aparelho impede também a vibração de outras estruturas moles da faringe, evitando o ronco. O efeito do CPAP sobre as vias aéreas superiores pode ser representado pelo clássico esquema.

                                         

    A figura A representa a distribuição da pressão negativa que se desenvolve nas vias aéreas no início da inspiração espontânea. Nos distúrbios respiratórios do sono, a resistência anormalmente alta das vias aéreas superiores retarda a passagem do ar através destas vias, retardando a anulação da pressão negativa.
     
     
    Como estabelecer a pressão ideal a ser empregada no cpap?
     
    O paciente com distúrbio respiratório do sono, candidato ao uso de CPAP é submetido a uma segunda polissonografia, acrescentando-se o aparelho ao circuito de registro das mesmas variáveis utilizado para obtenção do diagnóstico.
     
     
    O tempo necessário para o acerto da pressão é variável. Idealmente, a pressão é determinada durante estudo de noite inteira, com o tempo total de sono superior a 180 minutos. Pacientes com quadros graves e sonolência diurna marcante podem ser submetidos ao protocolo chamado “split-night”, no qual a primeira metade da noite é destinada ao diagnóstico, enquanto a titulação da pressão é realizada na segunda metade.
     
     
    O ajuste da pressão busca abolir todos os eventos respiratórios anormais (apnéias, hipopnéias, despertares por esforço respiratório aumentado, limitações ao fluxo aéreo, roncos e dessaturação da hemoglobina).
     
     
    Durante a titulação deve ocorrer registro de sono REM, pois nessa fase predominam os eventos respiratórios obstrutivos, estando o paciente em decúbito dorsal, posição facilitadora dos distúrbios.
     
     
    Os pacientes que manifestam persistência de sintomas como, sono não restaurador e sonolência diurna excessiva, apesar do uso correto do aparelho, devem ser reavaliados com estudo polissonográfico.
     

    Adeptação ao CPAP
     
    A adaptação do paciente ao aparelho de CPAP constitui, na maioria das vezes, sua única possibilidade de tratamento não-invasivo (não-cirúrgico). O uso de CPAP é considerado o tratamento “padrão-ouro” para apnéia do sono por vários aspectos entre eles, o de ser não-invasivo.
     
     
    Em média os usuários utilizam o aparelho por 4,5 a 5 horas/noite. Em cada lado da faixa de adesão ao tratamento estão os usuários regulares e os irregulares sendo que, os primeiros constituem 60% do total e consistem de pacientes que usam o aparelho quase todas as noites por 6 horas ou mais; os demais são usuários irregulares com todo tipo de variação no tempo de uso por semana. Adesão ao CPAP significa usá-lo por 6 horas/noite, 6-7 dias/semana.
     
     
    Os pacientes com distúrbios graves são os que melhor aderem ao tratamento. Neles, o tratamento com CPAP produz verdadeira e benéfica mudança de vida, graças à considerável melhora dos sintomas relacionados a hipersonolência diurna. Isso favorece uma motivação para o uso regular do aparelho, durante todo o período de sono de todos os dias da semana. Infelizmente, essa ótima adesão não ocorre em todos os pacientes graves.
     
     
    A disposição do paciente, para aceitar o aparelho, reduz muito os casos de falha do tratamento e nesse sentido a correta orientação ao paciente quanto às dificuldades e benefícios inerentes ao tratamento é fundamental.
     
     
    Grande parte dos pacientes com apnéias do sono de grau moderado, e pequena parte daqueles com distúrbio leve, desde que sintomáticos, também apresentam boa adesão. Os sintomas mais capazes de promover disposição para aderir ao tratamento são: hipersonolência diurna, ou a presença de doença cardiovascular conscientizando o paciente da necessidade do tratamento.
     
    Atitudes recomendadas para facilitar a adesão
     
    É possível promover ou melhorar a aceitação do CPAP por meio das seguintes providências:

    1) identificando e corrigindo fatores mecânicos removíveis, localizados no nariz ou na faringe;
     
    2) evitando o ressecamento das vias aéreas por meio de umidificação do ar inspirado e garantido o fechamento da boca durante o sono;
     
    3) promovendo o tratamento de infecções dos seios da face;
     
    4) corrigindo falhas de ajuste da máscara ao rosto, de modo a evitar vazamentos de ar nos olhos, reação cutânea traumática, deslocamento da máscara com os movimentos corporais no sono;
     
    5) reavaliando a pressão nos casos de dificuldade de expiração;
     
    6) disponibilizando acesso a consultas especializadas durante as primeiras semanas de tratamento para identificar e corrigir dificuldades de adesão.

    Quais os resultados esperados do tratamento com CPAP?
     
    Levando-se em conta que o papel do CPAP é reverter a oclusão e manter a permeabilidade das vias aéreas no sono, fica fácil perceber a extensão do benefício proporcionado à saúde dos usuários dessa forma de tratamento. O benefício mais imediato ocorre sobre o estado de sonolência diurna. Este é um sintoma comum e debilitante que está presente na maioria dos casos triados para investigação de distúrbio respiratório do sono.
     
     
    Mas o benefício decorrente da supressão das apnéias do sono que se obtém com o CPAP, vai além da restauração da continuidade, da quantidade e da distribuição dos estágios do sono: é garantia de oxigenação normal para os tecidos e órgãos e normalização da produção de catecolaminas.
     
     
    Esses fatores asseguram no mínimo, a parada da progressão de diversos outros mecanismos de ordem neural, humoral, metabólico, trombótico e inflamatório de produção de doenças, incluindo a hipertensão arterial sistêmica que se desenvolve em 30% dos pacientes com síndrome das apnéias obstrutivas do sono.

     
    Fonte: Concurso e Fisioterapia

    Você sabe o que é SAOS?

     
    (SAOS) ou Apneia obstrutiva do sono é uma parada respiratória provocada pelo colabamento das paredes da faringe. O distúrbio ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. Para ser mais exato, durante as crises, ela para de roncar por causa do bloqueio da passagem de ar pela faringe.

    A repetição dos episódios de apneia tem como consequência a menor oxigenação do sangue, o que pode redundar em danos ao organismo.

     
    No adulto, as principais características do distúrbio são: 1) suspensão da respiração por 10 segundos em cinco ou mais episódios por hora de sono, 2) redução dos níveis de oxigênio no sangue. Nas crianças, bastam 2 ou 3 segundos de parada respiratória para o sangue dar sinais de falta de oxigênio.

    A apneia obstrutiva do sono atinge mais os homens obesos de meia-idade. A enfermidade pode causar ou agravar quadros de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial sistêmica, arritmias, infartos e insuficiência cardíaca congestiva. Muitas vezes, o tratamento da apneia é suficiente para redução e controle da pressão arterial.

    Fatores agravantes
    Alguns fatores contribuem para o aparecimento do ronco e da apneia:

    * Amídalas e adenoides muito grandes;
    * Obstrução crônica do nariz por causa de tumores, desvio de septo, pólipos nasais e hipertrofia dos cornetos;
    * Dormir de barriga para cima;
    * Queixo projetado um pouco para trás, que faz recuar a base da língua;
    * Álcool, tabaco, medicamentos à base de benzodiazepínicos e refluxo gastroesofágico;
    * Obesidade, porque favorece a infiltração de gordura na faringe.
    O sinergismo entre esses fatores potencializa a tendência para o estreitamento da faringe e para a apneia.


    Sintomas
    São sintomas da apneia obstrutiva do sono: ronco, sono agitado, falta de disposição e sonolência durante o dia, dor de cabeça, perturbação da memória, da atenção e da concentração, tendência à depressão, hipertensão, arritmias cardíacas e, especialmente, inúmeros microdespertares dos quais o portador do distúrbio pode lembrar-se ou não. Se chega a acordar por si mesmo, o faz por duas razões: o esforço que despende para respirar e a hipoxemia, que alerta seu cérebro sobre a falta de oxigênio.

    Diagnóstico
    Além do relato das pessoas que convivem com os portadores da apneia obstrutiva do sono, a avaliação médica e a polissonografia, exame para mapear o comportamento durante o sono, são dados importantes para fechar o diagnóstico.
    A aplicação do Questionário Clínico de Berlin e da Escala de Sonolência de Epworth ajuda a identificar pessoas com risco de serem portadoras de SAOS.

     
    Tratamento
    O tratamento é sempre multidisciplinar e varia de acordo com a gravidade do caso. O primeiro recurso terapêutico é tentar reduzir os fatores agravantes da SAOS.
    Para tanto, o paciente precisa:

    * Combater as causas da obstrução nasal e do refluxo gastroesofágico;
    * Perder peso;
    * Dormir de lado;
    * Evitar o uso de bebidas alcoólicas, calmantes, relaxantes musculares e cigarro algumas horas antes de dormir.

     
    Se essas medidas não forem suficientes, pode-se recorrer, ainda, ao uso de próteses orais que evitam a queda da língua para trás, e aos CPAPs, máscaras especiais que mantêm pressão positiva e contínua sobre as vias aéreas, evitando sua obstrução. Há situações, porém, em que cirurgias ou cauterizações se fazem necessárias para corrigir os elementos que geram a obstrução, como os que estão associados às alterações das amídalas e adenóides.

    Recomendações
    * A adoção de medidas simples pode ajudá-lo a dormir melhor e a evitar as crises de apneia. Veja alguns exemplos:
    * Procure estabelecer e respeitar os horários de deitar e levantar;
    * Evite ingerir substâncias que contenham cafeína;
    * Não fume pelo menos nas 4 ou 5 horas que antecedem o momento de ir para a cama;
    * Não exagere no uso de bebidas alcoólicas, nem faça refeições pesadas antes de deitar.


    Fonte: Site Drauzio Varella

    sexta-feira, 21 de outubro de 2011

    As fases do sono

    Quando dormimos, o nosso corpo não repousa de uma forma linear e contínua. Há muito mais ação do que você imagina!

    O sono possui cinco fases distintas - uma REM (de rapid eye movement - é movimento rápido dos olhos) e quatro de sono profundo, ou de não-REM. As fases REM e não-REM do sono são tão diferentes entre si como do estado de vigília.

    Todas as noites, passamos por quatro a seis ciclos de sono, durante os quais alternamos entre estes dois estados. O sono não-REM divide-se nas quatro fases seguintes:

    Fase 1. Os olhos mal se mexem, a actividade muscular abranda e o sono é muito leve. Nesta fase, as pessoas podem ser facilmente acordadas, lembrando-se de imagens fragmentárias de um estado pré-onírico.

    Fase 2. O movimento dos olhos cessa e as ondas cerebrais tornam-se mais lentas. Ocasionalmente, aparecem surtos de ondas cerebrais rápidas. Para acordar um indivíduo nesta fase, é preciso abaná-lo.

    Fase 3. Esta fase de transição proporciona o sono mais profundo da noite, caracterizado pelo aparecimento de ondas cerebrais extremamente lentas, as ondas delta, misturadas com ondas cerebrais mais curtas e rápidas. É muito difícil acordar alguém nas fases 3 e 4, designadas por sono profundo.

    Fase 4. Não há movimento dos olhos, os músculos estão relaxados, a tensão arterial é muito baixa e os ritmos cardíaco e respiratório muito lentos. O cérebro produz quase exclusivamente ondas delta. É nesta altura que o organismo se auto-regenera com o auxílio de uma hormona, a somatostatina, que ajuda a manter a saúde dos tecidos moles.

    O sono REM. Quando começa o sono REM (cerca de 70 a 90 minutos depois de a pessoa adormecer e de forma recorrente ao longo da noite), a respi ração torna-se mais acelerada, irregular e superficial. O ritmo cardíaco aumenta e a tensão arterial sobe. As ondas cerebrais sincronizadas, características do sono profundo, começam a desaparecer e a assemelhar-se às do estado de vigília. A hiperatividade do cérebro conjuga-se com uma ausência quase total de movimento, que dá o nome de «sono paradoxal» à fase REM. As pessoas acordadas durante o sono REM costumam descrever sonhos estranhos.
     
    Fonte: Revista Selecções