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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Transtorno do sono pode causar doenças neurodegenerativas

As pessoas com um tipo de transtorno do sono que faz com que fiquem bastante agitadas ou gritem quando estão dormindo "podem ter maior risco" de desenvolver doenças como Alzheimer e demência com corpos de Lewy (DCL) ou Parkinson.

A afirmação consta de um estudo publicado na versão digital da revista "Neurology". As pessoas com o distúrbio não experimentam a falta de tônus muscular que normalmente ocorre durante a fase REM, conhecida como o momento no qual se sonha e quando o sonho é mais profundo.



Pelo contrário, têm uma atividade muscular excessiva que se traduz em gestos como dar socos, chutes e gritos, com os quais essencialmente representam seus sonhos.

O estudo foi feito com 93 pessoas que sofrem de transtorno do sono na fase REM e que não apresentavam sinais de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e DCL ou Parkinson, os quais foram acompanhados durante uma média de cinco anos.

Nesse período, 26 pessoas desenvolveram uma doença neurodegenerativa: 14 sofreram de Parkinson; 11 de demência - Alzheimer ou DCL - ; enquanto uma sofreu síndrome de Shy-Drager, um raro transtorno que afeta o movimento, a pressão sanguínea e outras atividades corporais.



Todos os participantes da experiência sofriam com problemas de transtorno do sono de origem desconhecida durante a fase REM, pois o distúrbio pode ter outras causas, como a narcolepsia.


Os resultados do estudo, segundo o autor Ronald Postuma, da Universidade McGill de Montreal, podem ajudar a "entender melhor como se desenvolvem essas doenças neurodegenerativas".

Além disso, sugerem que pode existir uma oportunidade para se proteger frente à progressão da doença. Inclusive preveni-la antes dos sintomas aparecerem.
Fonte: G1

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Apnéia do sono em crianças


Estudos estimam que 10% das crianças roncam e tem síndrome de apnéia obstrutiva do sono. É importante saber que distúrbios respiratórios em crianças podem diferir da dos adultos em termos de causa, sintomas, diagnóstico e tratamento.

Como os sintomas da apnéia do sono em crianças geralmente são mais sutis do que os adultos, o reconhecimento e diagnóstico em crianças requer a atenção sobre um conjunto de características.

Os sintomas da apnéia do sono em crianças são ronco mais alto do que a respiração, bem como a respiração bucal, sono agitado incluindo suores e sonolência diurna excessiva. Outros sinais da doença em crianças são dificuldade de aprendizagem, mudanças de personalidade e comportamento anti-social.
Em conjunto com a apnéia pode-se encontrar ainda amígdalas e adenóides ampliadas obstruindo constantemente as vias aéreas, infecções do trato respiratório, hipertensão e problemas cardíacos.

Causas da apnéia do sono em crianças
O aumento das amídalas e adenóides são a causa mais comum de apnéia do sono em crianças, excesso de peso também contribui para desenvolver a doença devido ao excesso de tecido nas vias aéreas.
Exames médicos normalmente podem identificar amígdalas e / ou adenóides ampliadas, porem é recomendado o teste de polissonografia para diagnosticar a apnéia do sono. Este exame revela o grau do problema já indicando o caminho para o melhor tratamento.

Não tratar a apnéia do sono em crianças pode acarretar diversas consequências negativas como insuficiência cardíaca, pulmonar e problemas de saúde em geral.
Nos bebês o risco é ainda maior, uma vez que seus corpos ainda não estão totalmente desenvolvidos, a apnéia pode trazer danos a saúde e a vida. Crianças pequenas não compreendem e não expressam muito bem o que sentem, não conseguindo explicar as dificuldades pelas quais estão passando, por esse motivo é preciso ficar atento aos sintomas. A detecção precoce e seu tratamento devem ser prioridade.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Apnéia Obstrutiva do Sono nos Estados Unidos


Estudos mostram que cerca de 12 milhões de americanos tem apnéia obstrutiva do sono, e é provável que outros milhões não saibam que tem a doença.
Este problema é causado pelo “relaxamento” excesivo dos músculos da garganta ocasionando o bloqueio das vias respiratórias durante o sono, ou seja, a pessoa para de respirar várias vezes durante a noite.


O não tratamento da Apnéia Obstrutiva do Sono pode levar à pressão alta, doenças cardíacas, diabetes e aumento do risco de acidentes por causa de fadiga durante o dia.

Geralmente, os músculos da parte superior da garganta ajudam a manter as vias respiratórias abertas e permitem o fluxo do ar para os pulmões. Embora esses músculos costumem relaxar durante o sono, a faringe permanece aberta o bastante para permitir a passagem do ar.

Entretanto, em algumas pessoas, essa região da garganta é mais estreita. Quando os músculos das vias aéreas superiores relaxam durante o sono, pode haver sua oclusão total. Isso impede que o ar chegue aos pulmões.

Podem ocorrer roncos altos e respiração forçada. Durante o sono profundo, a respiração pode ser interrompida por um período (geralmente mais de 10 segundos). Isso é chamado de apneia.

Um episódio de apneia é seguido por uma tentativa súbita de respirar e uma alteração para uma etapa mais leve de sono. O resultado é um sono fragmentado ou interrompido que não é revigorante. Como consequência, as pessoas com apneia do sono sentem-se mais lentas ou sonolentas durante o dia, o que recebe o nome de sonolência excessiva diurna.

Homens idosos e obesos parecem apresentar um risco maior, embora muitas pessoas com apneia obstrutiva do sono não sejam obesas.

Os fatores a seguir também podem aumentar seu risco de apresentar apneia obstrutiva do sono:

  • Determinados formatos de palato e mandíbula
  • Tensilas e adenoides grandes em crianças
  • Pescoço ou clavícula largos
  • Língua grande
  • Via respiratória estreita
  • Obstrução nasal
  • Obesidade

Ingerir álcool ou usar sedativos antes de dormir pode aumentar a probabilidade de um episódio de apneia.

Sintomas


Normalmente, uma pessoa com apneia obstrutiva do sono não sabe que tem episódios de apneia durante a noite. Seus familiares, principalmente os cônjuges, presenciam os períodos de apneia.

Um paciente com apneia obstrutiva do sono normalmente ronca profundamente logo após adormecer. O ronco continua em ritmo regular por algum tempo, tornando-se cada vez mais alto. Em seguida, é interrompido por um longo período de silêncio durante o qual não há respiração. Essa oclusão é seguida por um urro alto e um suspiro e o ronco recomeça. Esse padrão é repetido com frequência durante toda a noite.

Os principais sintomas costumam estar associados à sonolência excessiva diurna:

  • Sonolência diurna anormal, inclusive adormecer em momentos inadequados
  • Acordar cansado pela manhã
    Outros sintomas possíveis:
    • Depressão (possivelmente)
    • Problemas de memória
    • Cefaleia diurna
    • Mudanças de personalidade
    • Falta de concentração
    • Sono agitado e irregular
    • Despertar frequente durante o sono para urinar
    • Insônia
    Fonte: Minha Vida