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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Distúrbios do sono em crianças


O que são Distúrbios do sono em crianças?
São diversas condições agudas ou crônicas, temporárias ou permanentes que podem afetar o sono desta faixa etária.
Algumas condições são manifestações fisiológicas normais relacionadas ao processo de amadurecimento das vias cerebrais.

As condições normais devem ser diferenciadas das patologias ou condições anormais que afetam esta faixa etária e que, se não tratadas, podem prejudicar o desenvolvimento adequado da criança.

Causas
São várias as condições que podem causar distúrbios do sono na criança.
Veremos abaixo três condições comuns: A Síndrome de Apnéia/Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) da Criança, as Parassonias e a Epilepsia

Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono da Criança ou da Infância: (SAHOS)
Na infância a síndrome é um pouco diferente daquela que ocorre no adulto. Geralmente o pico de incidência deste problema é por volta dos 3 a 6 anos de idade, e ele geralmente é provocado pela hipertrofia adenoamigdaliana (aumento dos tecidos que compõem as adenóides e amígdalas da garganta) Esta hipertrofia pode leva à uma obstrução das vias aéreas superiores podendo causar o ronco e a Apnéia/ Hipopnéia do Sono (SAHOS).

O ronco é o ruido que é produzido pela passagem do ar pelas vias aéreas estreitadas. A apnéia é a interrupção da passagem do ar pelas vias aéreas e a hipopnéia é a passagem reduzida do ar pelas vias aéreas estreitadas. A redução do fluxo de ar pode causar uma deficiência na oxigenação do sangue e dos tecidos do organismo.

Esta condição precisa ser reconhecida e tratada pois pode trazer conseqüências sérias para o desenvolvimento da criança como alterações faciais e dificuldade de aprendizagem, entre outros problemas.

Parassonias:
São distúrbios geralmente benignos, associados ao crescimento e desenvolvimento e que tendem a desaparecer com o passar da idade. Parecem ser causadas por um despertar incompleto e podem ocorrer durante o sono não REM e o sono REM.
Abaixo citaremos alguns tipos de parassonias que acontecem no sono não REM (geralmente na primeira metade da noite):
  • Despertar confusional: Acontece em bebês e se manifesta por movimentos de se debater associado a choro inconsolável. A intervenção dos pais na tentativa de interromper o processo pode fazer com que este se prolongue e a criança pode demorar para retomar o sono.
  • Sonambulismo: É o caso da criança que senta na cama, levanta, anda pelo quarto ou pela casa enquanto está dormindo.
  • Diferentemente do que as pessoas normalmente pensam o sonambulismo geralmente não está associado aos sonhos pois acontece na fase do sono não-REM.
  • Sonilóquio: É o ato de falar enquanto está dormindo. Geralmente também não está associado aos sonhos, porque ocorre durante o sono não- REM.
  • Terror noturno: Ocorre principalmente em meninos. A crise inicia-se por um grito, seguida de movimento de levantar e pedir socorro. A criança parece terrivelmente assustada, mas geralmente volta a dormir e não lembra do ocorrido.
Outros tipos de parassonias acontecem no sono REM (geralmente na segunda metade da noite):
  • Pesadelos: Geralmente a criança acorda assustada, ansiosa e pode lembrar de parte do conteúdo dos sonhos.
  • Distúrbio Comportamental do sono REM: É pouco freqüente na criança, sendo mais comum em pessoas de idade mais avançada.
Caracterizam-se por movimentação durante o sono, que geralmente representa o que o indivíduo está sonhando. No adulto pode se caracterizar por episódios de agitação durante o sono (se a pessoa sonha que está lutando pode agredir quem está do lado ou mesmo se machucar).

Fonte: Portal do sono

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Distúrbio do sono REM é fator de risco para o Parkinson


O distúrbio comportamental do sono REM (fase do sono na qual ocorrem os sonhos), caracterizado por pesadelos nos quais a pessoa grita, chora, dá socos ou pontapés, pode ser um problema anterior ao desenvolvimento da doença de Parkinson. O último de três estudos sobre a associação entre os dois problemas acaba de ser publicado no periódico médico britânico Lancet Neurology.

O primeiro trabalho, realizado em 2006, mostrou que 45% dos pacientes que sofrem de distúrbios comportamentais do REM acabam desenvolvendo Parkinson ou outras doenças neurodegenerativas causadas pela falta de dopamina no cérebro. O segundo estudo, por sua vez, descobriu que testes de neuroimagem que medem a dopamina no cérebro são úteis para identificar pacientes com distúrbios no sono REM com mais riscos de desenvolverem doenças neurodegenerativas.

A última das três pesquisas, a que acaba de ser publicada, usou a tomografia computadorizada para quantificar os níveis de dopamina no cérebro dos pacientes com distúrbios comportamentais do sono REM. Descobriu-se, assim, que os níveis do neurotransmissor diminuem rapidamente nesses pacientes, com o passar dos anos.

Durante o terceiro estudo, os pesquisadores analisaram por três anos a evolução dos exames de tomografia computadorizada de 20 pacientes com distúrbios comportamentais do sono REM e de 20 pacientes saudáveis, usados como grupo de controle. Com a técnica de neuroimagem, foi medida a presença de dopamina na substantia nigra, região do cérebro responsável pela produção de dopamina e associada ao aprendizado e à harmonia dos movimentos do corpo.

Na doença de Parkinson, uma deficiência de dopamina na substantia nigra causa tremor, rigidez e lentidão dos movimentos nos pacientes. Os resultados mostraram que, depois dos três anos de monitoramento, o grupo controle teve uma redução na produção de dopamina de 8%, devido ao avanço da idade. Já os pacientes com distúrbio no REM tiveram uma redução de 20%. Dos 20 pacientes deste último grupo, três tinham desenvolvido Parkinson e apresentaram uma redução de dopamina de cerca de 30%.

Com a finalização dos três trabalhos, a equipe de pesquisadores liderada por Àlex Iranzo, do Hospital Clínico de Barcelona, concluiu que é necessário a criação de drogas neuroprotetoras que previnam a progressão dos distúrbio de comportamento do sono REM para o Parkinson. De acordo com eles, pela primeira vez os cientistas têm uma técnica – a tomografia computadorizada – para avaliar se essas drogas são efetivas.


Fonte: Portal Veja

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Apnéia Obstrutiva do Sono nos Estados Unidos


Estudos mostram que cerca de 12 milhões de americanos tem apnéia obstrutiva do sono, e é provável que outros milhões não saibam que tem a doença.
Este problema é causado pelo “relaxamento” excesivo dos músculos da garganta ocasionando o bloqueio das vias respiratórias durante o sono, ou seja, a pessoa para de respirar várias vezes durante a noite.


O não tratamento da Apnéia Obstrutiva do Sono pode levar à pressão alta, doenças cardíacas, diabetes e aumento do risco de acidentes por causa de fadiga durante o dia.

Geralmente, os músculos da parte superior da garganta ajudam a manter as vias respiratórias abertas e permitem o fluxo do ar para os pulmões. Embora esses músculos costumem relaxar durante o sono, a faringe permanece aberta o bastante para permitir a passagem do ar.

Entretanto, em algumas pessoas, essa região da garganta é mais estreita. Quando os músculos das vias aéreas superiores relaxam durante o sono, pode haver sua oclusão total. Isso impede que o ar chegue aos pulmões.

Podem ocorrer roncos altos e respiração forçada. Durante o sono profundo, a respiração pode ser interrompida por um período (geralmente mais de 10 segundos). Isso é chamado de apneia.

Um episódio de apneia é seguido por uma tentativa súbita de respirar e uma alteração para uma etapa mais leve de sono. O resultado é um sono fragmentado ou interrompido que não é revigorante. Como consequência, as pessoas com apneia do sono sentem-se mais lentas ou sonolentas durante o dia, o que recebe o nome de sonolência excessiva diurna.

Homens idosos e obesos parecem apresentar um risco maior, embora muitas pessoas com apneia obstrutiva do sono não sejam obesas.

Os fatores a seguir também podem aumentar seu risco de apresentar apneia obstrutiva do sono:

  • Determinados formatos de palato e mandíbula
  • Tensilas e adenoides grandes em crianças
  • Pescoço ou clavícula largos
  • Língua grande
  • Via respiratória estreita
  • Obstrução nasal
  • Obesidade

Ingerir álcool ou usar sedativos antes de dormir pode aumentar a probabilidade de um episódio de apneia.

Sintomas


Normalmente, uma pessoa com apneia obstrutiva do sono não sabe que tem episódios de apneia durante a noite. Seus familiares, principalmente os cônjuges, presenciam os períodos de apneia.

Um paciente com apneia obstrutiva do sono normalmente ronca profundamente logo após adormecer. O ronco continua em ritmo regular por algum tempo, tornando-se cada vez mais alto. Em seguida, é interrompido por um longo período de silêncio durante o qual não há respiração. Essa oclusão é seguida por um urro alto e um suspiro e o ronco recomeça. Esse padrão é repetido com frequência durante toda a noite.

Os principais sintomas costumam estar associados à sonolência excessiva diurna:

  • Sonolência diurna anormal, inclusive adormecer em momentos inadequados
  • Acordar cansado pela manhã
    Outros sintomas possíveis:
    • Depressão (possivelmente)
    • Problemas de memória
    • Cefaleia diurna
    • Mudanças de personalidade
    • Falta de concentração
    • Sono agitado e irregular
    • Despertar frequente durante o sono para urinar
    • Insônia
    Fonte: Minha Vida

    quarta-feira, 26 de outubro de 2011

    Sonambulismo como ele afeta a saúde e qual o tratamento





    O sonambulo é uma pessoa que não está nem acordado e nem dormindo”. Os tudo acontece quando a nossa consciência e a nossa memória dormem e a parte motora é despertada repentinamente, pode ser pelo o ronco, por um distúrbio epiléptico ou por um barulho. A pessoa não tem um despertar normal e passa a andar ou falar coisas desconexas.


    “Cuidado” alguns sonâmbulos abrem portas e saem de casa. Alguns até trocam de roupa, abrem janelas e gavetas, alimentam-se ou urinam. A expressão facial é estática, a pessoa geralmente mantém os olhos abertos e fixos.


    Nos ouvimos falar que não é recomendável se acordar um sonâmbulo, apenas leva-lo volta para a cama, pois ele pode ter uma reação agressiva ficar assustado, confuso e machucar-se.


    Muitas das vezes, os sonâmbulos podem se machucar ao escorregar ou perder o equilíbrio, principalmente ao descer escadas ou pular janelas. Alguns andam de braços estendidos pela casa igual vemos nos desenhos animados ou filmes, é uma forma de evitar obstáculos. Isso pode durar alguns segundos até cerca de 20 minutos, mas já foram registrados casos (raros) com duração entre 30 e 40 minutos.


    Este distúrbio do sono ainda é totalmente conhecido, e costumam ser variados. Remédios para dormir, distúrbios epilépticos e o ronco, por exemplo, podem deflagrar os episódios de sonambulismo. Sonambulismo não requer tratamento, a não ser que esteja ocorrendo com muita frequência ou a pessoa esteja sofrendo ou causando lesões em outras pessoas.


    O tratamento varia conforme a gravidade do caso e consiste em orientação, medidas comportamentais e medicamentos. Quando acontece na infância costuma evoluir bem. Quando começa na vida adulta é preciso fazer o diagnóstico diferencial com outras patologias neurológicas.


    Comportamentos característicos:

    . Senta na cama e fala durante o sono

    . Caminha pelo quarto ou pela casa

    . Os episódios em geral duram de poucos segundos até 20 minutos

    . Anda de olhos abertos

    . Tem dificuldade em ser acordado

    . Não se lembra do episódio

    . Ao ser acordado, pode reagir de forma brusca

    . Alguns andam de braços estendidos.


    Dicas para lidar com um sonâmbulo:


    Se o sonâmbulo sai do quarto e caminha pela casa, acompanhe ele e procure conduzi-lo gentilmente para a cama.

    Procure não encostar na pessoa, pois ela pode reagir com agressividade ou reação de fuga.

    Se for preciso acordá-la, tente usar palavras.

    Tranque janelas.

    Evite beliches.

    Tire a chave da fechadura da porta da casa.

    Afaste objetos ou móveis que possam representar risco de ferimentos

    Facas e outros objetos cortantes devem ser retirados do alcance da pessoas.



    Procure um especialista!