segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O que é Polissonografia?


Polissonografia é um exame que faz o registro completo da atividade elétrica cerebral, da respiração e de sinais indicativos de relaxamento muscular, movimentos oculares, oxigenação sanguínea, batimento cardíaco, conforme o objetivo do estudo do sono. A Polissonografia é indicada para diagnóstico de diversos distúrbios do sono, incluindo Apnéias e Roncos. Assim, é útil para o diagnóstico de insônia e dos distúrbios respiratórios do sono, sonambulismo, terror noturno, ranger de dentes (bruxismo), fibromialgia e outros. 

2- Como é realizada a Polissonografia 
A polissonografia é realizada sob a supervisão de profissional técnico especializado. O paciente deve dormir com sensores fixados no corpo e que permitem o registro de diversas funções durante o sono. Os sensores (ou eletrodos) são fixados de maneira a permitir ao paciente movimentar-se durante o exame, não atrapalhando o sono. 

 3- Qual o equipamento ideal para realizar a Polissonografia? 
O registro polissonográfico pode ser realizado em um equipamento analógico ou digital. O mais importante é que este ofereça recursos tecnológicos seguros para um registro de boa qualidade.


4- Quais são os procedimentos para se realizar uma Polissonografia?

Um profissional irá recepcioná-lo e iniciar os procedimentos para realização do exame, será solicitado o preenchimento de alguns questionários pré-exame. O paciente será, então, encaminhado para o quarto onde irá dormir e as luzes serão apagadas, iniciando-se, assim, o registro polissonográfico. O profissional acompanhará o registro, intervindo sempre que necessário. Pela manhã, encerra-se o registro, e são retirados os eletrodos, será solicitado o preenchimento de um questionário do pós-exame e a seguir o paciente é liberado. O registro será analisado por médico, e emitido um laudo que o paciente deverá encaminhar ao médico solicitante podendo ser retirado o resultado pela Internet.

5- Quem deve laudar a Polissonografia?
O médico que interpreta uma polissonografia deve ser habilitado e experiente na análise dos sinais biológicos registrados como o eletrocardiograma , eletroencefalograma, etc.

 6- Como é interpretada a Polissonografia ?
O estagiamento da polissonografia segue a proposta de Rechtschaffen and Kales, de 1968. Os parâmetros mínimos para a realização do estagiamento do sono são o eletrencefalograma, o eletro-oculograma e o eletromiograma sub-mentoniano. O sono é divido em Sono com Movimentos Oculares Rápidos (Sono REM) e Sono sem Movimentos Oculares Rápidos (Sono NREM), que por sua vez é ainda sub-dividido em sono fases 1, 2, 3, e 4, conforme o sono se torna mais profundo. Cada uma destas fases apresenta características próprias, e o seu conhecimento é fundamental para a adequada interpretação da polissonografia. Quando se avaliam eventos relacionados ao sono, a interpretação correta da polissonografia se torna ainda mais importante, pois esta avaliação baseia-se no tempo que o paciente efetivamente dorme, e não em todo o tempo que é registrado. Além disso, alguns eventos registrados podem ser normais em algumas fases do sono e anormais em outras.

 7- Quais as vantagens da Polissonografia ? 
A polissonografia oferece várias vantagens. Uma delas é que permite identificar diversas alterações intrínsecas do sono, assim como distúrbios relacionados ao sono, como é o caso dos distúrbios respiratórios. As múltiplas variáveis registradas na polissonografia tornam a interpretação do exame mais fácil. A polissonografia permite ainda um ajuste mais flexível dos parâmetros avaliados, permitindo assim avaliar melhor as repercussões respiratórias sobre o sono e vice-versa. Outra vantagem é presença do profissional técnico, que pode intervir durante a realização do exame, sempre que necessário, além de ser importante para dar todo o apoio necessário ao paciente. A presença do profissional técnico permite ainda o ajuste na pressão do CPAP (aparelho para auxiliar a respiração de pessoas que tem Roncos e Apnéias do Sono) quando necessário.

 8- O que o paciente precisa no dia do exame de polissonografia? 
- Vir de cabelo limpo e seco lavado somente com shampoo, sem gel e sem condicionador

 - Babear-se (Somente para paciente que não usa barba)

 - Jantar normalmente no dia do exame, evitar o consumo de café puro, refrigerante e cafeinados

 - Trazer objetos de higiene e uso pessoal

 - Trazer pijama de preferência aberto na frente, ou que tenha gola larga

 - Trazer toalha de banho

 - Se estiver tomando medicação, continuar tomando normalmente, anotar os nome e trazer no dia do exame

 - Não deve trazer acompanhante

 - Se tiver alergia a acetona ou colódio elástico, deve- se informar está condição e, nesta condição o exame não será realizado

 - Não ingerir bebida alcoólica, refrigerante e cafeinados (48 hs antes do exame)
Obs.: - Trazer guia de autorização, pedido médico, carteirinha do convênio, RG.
- A validade da guia e do pedido médico e em geral de 30 dias, a partir da data de emissão


 Fonte: Instituto do Sono.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Apnéia do sono em crianças


Estudos estimam que 10% das crianças roncam e tem síndrome de apnéia obstrutiva do sono. É importante saber que distúrbios respiratórios em crianças podem diferir da dos adultos em termos de causa, sintomas, diagnóstico e tratamento.

Como os sintomas da apnéia do sono em crianças geralmente são mais sutis do que os adultos, o reconhecimento e diagnóstico em crianças requer a atenção sobre um conjunto de características.

Os sintomas da apnéia do sono em crianças são ronco mais alto do que a respiração, bem como a respiração bucal, sono agitado incluindo suores e sonolência diurna excessiva. Outros sinais da doença em crianças são dificuldade de aprendizagem, mudanças de personalidade e comportamento anti-social.
Em conjunto com a apnéia pode-se encontrar ainda amígdalas e adenóides ampliadas obstruindo constantemente as vias aéreas, infecções do trato respiratório, hipertensão e problemas cardíacos.

Causas da apnéia do sono em crianças
O aumento das amídalas e adenóides são a causa mais comum de apnéia do sono em crianças, excesso de peso também contribui para desenvolver a doença devido ao excesso de tecido nas vias aéreas.
Exames médicos normalmente podem identificar amígdalas e / ou adenóides ampliadas, porem é recomendado o teste de polissonografia para diagnosticar a apnéia do sono. Este exame revela o grau do problema já indicando o caminho para o melhor tratamento.

Não tratar a apnéia do sono em crianças pode acarretar diversas consequências negativas como insuficiência cardíaca, pulmonar e problemas de saúde em geral.
Nos bebês o risco é ainda maior, uma vez que seus corpos ainda não estão totalmente desenvolvidos, a apnéia pode trazer danos a saúde e a vida. Crianças pequenas não compreendem e não expressam muito bem o que sentem, não conseguindo explicar as dificuldades pelas quais estão passando, por esse motivo é preciso ficar atento aos sintomas. A detecção precoce e seu tratamento devem ser prioridade.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Apnéia Obstrutiva do Sono nos Estados Unidos


Estudos mostram que cerca de 12 milhões de americanos tem apnéia obstrutiva do sono, e é provável que outros milhões não saibam que tem a doença.
Este problema é causado pelo “relaxamento” excesivo dos músculos da garganta ocasionando o bloqueio das vias respiratórias durante o sono, ou seja, a pessoa para de respirar várias vezes durante a noite.


O não tratamento da Apnéia Obstrutiva do Sono pode levar à pressão alta, doenças cardíacas, diabetes e aumento do risco de acidentes por causa de fadiga durante o dia.

Geralmente, os músculos da parte superior da garganta ajudam a manter as vias respiratórias abertas e permitem o fluxo do ar para os pulmões. Embora esses músculos costumem relaxar durante o sono, a faringe permanece aberta o bastante para permitir a passagem do ar.

Entretanto, em algumas pessoas, essa região da garganta é mais estreita. Quando os músculos das vias aéreas superiores relaxam durante o sono, pode haver sua oclusão total. Isso impede que o ar chegue aos pulmões.

Podem ocorrer roncos altos e respiração forçada. Durante o sono profundo, a respiração pode ser interrompida por um período (geralmente mais de 10 segundos). Isso é chamado de apneia.

Um episódio de apneia é seguido por uma tentativa súbita de respirar e uma alteração para uma etapa mais leve de sono. O resultado é um sono fragmentado ou interrompido que não é revigorante. Como consequência, as pessoas com apneia do sono sentem-se mais lentas ou sonolentas durante o dia, o que recebe o nome de sonolência excessiva diurna.

Homens idosos e obesos parecem apresentar um risco maior, embora muitas pessoas com apneia obstrutiva do sono não sejam obesas.

Os fatores a seguir também podem aumentar seu risco de apresentar apneia obstrutiva do sono:

  • Determinados formatos de palato e mandíbula
  • Tensilas e adenoides grandes em crianças
  • Pescoço ou clavícula largos
  • Língua grande
  • Via respiratória estreita
  • Obstrução nasal
  • Obesidade

Ingerir álcool ou usar sedativos antes de dormir pode aumentar a probabilidade de um episódio de apneia.

Sintomas


Normalmente, uma pessoa com apneia obstrutiva do sono não sabe que tem episódios de apneia durante a noite. Seus familiares, principalmente os cônjuges, presenciam os períodos de apneia.

Um paciente com apneia obstrutiva do sono normalmente ronca profundamente logo após adormecer. O ronco continua em ritmo regular por algum tempo, tornando-se cada vez mais alto. Em seguida, é interrompido por um longo período de silêncio durante o qual não há respiração. Essa oclusão é seguida por um urro alto e um suspiro e o ronco recomeça. Esse padrão é repetido com frequência durante toda a noite.

Os principais sintomas costumam estar associados à sonolência excessiva diurna:

  • Sonolência diurna anormal, inclusive adormecer em momentos inadequados
  • Acordar cansado pela manhã
    Outros sintomas possíveis:
    • Depressão (possivelmente)
    • Problemas de memória
    • Cefaleia diurna
    • Mudanças de personalidade
    • Falta de concentração
    • Sono agitado e irregular
    • Despertar frequente durante o sono para urinar
    • Insônia
    Fonte: Minha Vida

    Máscara para CPAP


    O tratamento com CPAP para a Apnéia do Sono tem proporcionado resultados eficientes e benéficos para pessoas com esse problema.

    Durante o sono, os músculos do corpo relaxam, assim também ocorre com os músculos da garganta. Nesta situação eles tendem a tocar uns nos outros bloqueando a passagem de ar. Usando equipamentos como o CPAP que envia ar pressurizado para dentro das vias respiratórias o processo de respiração é mantido normalmente.

    Adquirir um CPAP e começar a usá-lo sem orientação especializada pode fazer com que o tratamento não seja eficaz.



    Existem restrições e diretrizes que devem ser seguidas, uma delas é a escolha da máscara ideal. Existem diversos tipos de máscaras especialmente criadas para ajudar os usuários.

    Podemos dividir em dois grupos: máscara facial e máscara nasal, e dentro de cada grupo estão as variedade de modelos.

    As máscaras faciais encontradas hoje no mercado de fisioterapia respiratória não são desconfortáveis, mesmo cobrindo parte do rosto.
    As empresas fabricantes avaliam e analisam diversos pontos para trazer conforto e eficácia em seus produtos.
    Até mesmo um travesseiro foi desenvolvido para garantir uma boa noite de sono sem interrupções.
     
    Uma alternativa para quem não se adapta a máscara facial é a máscara nasal.
    Com a mesma preocupação de bem estar, foi projetada para garantir a qualidade do tratamento enviando ar apenas através das vias nasais.


    Veja aonde comprar máscaras nasais
    http://www.physicalcare.com.br/loja-mascaras-nasais.asp

    Oxímetro de pulso



    O Oxímetro de Pulso é um dispositivo médico utilizado para medir a quantidade de oxigênio no sangue. É um pequeno aparelho eletrônico normalmente colocado na extremidade do dedo.

    Ele utiliza infravermelho e então produz a leitura do nível de oxigenação do sangue, é uma ferramenta valiosa em qualquer situação que mede de forma rápida e precisa a saturação de oxigênio no sangue e também a frequência do pulso.

    Medir a quantidade de oxigênio no sangue é uma maneira precisa de monitorar pacientes com problemas respiratórios.

    segunda-feira, 31 de outubro de 2011

    Distúrbios do Sono atingem 70% das crianças na Capital

     
    Ronco e apnéia obstrutiva são os principais problemas, indica estudo da Secretaria de Estado da Saúde.

    A maioria das crianças de São Paulo tem algum tipo de distúrbio do sono. Conforme levantamento realizado pela Secretaria da Saúde com 330 pacientes do Hospital Estadual Cândido Fontoura (maior unidade pública de saúde especializada em atendimento infantil da capital), 70% das crianças dormem com dificuldade.


    Foram avaliadas crianças entre 4 e 14 anos, de ambos os sexos, atendidas no ambulatório do hospital. Das que tinham problemas, 55% apresentavam distúrbios respiratórios (ronco e apnéia obstrutiva). Outras 27% possuíam hiper-hidrose do sono (excesso de suor à noite). E 10% constataram sonolência excessiva diurna.


    Foram detectados também problemas de insônia em 3% dos pesquisados, distúrbios do despertar (terror noturno e paralisia do sono, por exemplo) em outros 3% e distúrbio da transição sono-vigília (agitação) em 2%.


    O estudo revelou ainda que 57% das crianças com dificuldades para dormir são do sexo masculino. Os dados foram obtidos por meio de aplicação do questionário Sleep Disturbance Scale for Children, de padrão internacional. Em alguns casos, as crianças foram encaminhadas para exame de polissonografia (registro durante a noite toda com instrumento apropriado, de fenômenos – cardíacos, respiratórios, neurológicos, musculares, oculares – que, no seu conjunto, demonstram que o sono é constituído por uma seqüência de fases, as quais, por sua vez, se agrupam em ciclos).

     
    Atendimento especializado

    Alguns tipos de perturbação do sono podem prejudicar a qualidade de vida e o desempenho escolar. Por isso é importante que os pais fiquem atentos e busquem orientação de um profissional de saúde se perceberem algum problema.


    Fonte: SP notícias

    quinta-feira, 27 de outubro de 2011

    CPAP e Apnéia do Sono

    A forma mais conservadora de tratamento das apnéias do sono e da hipoventilação da obesidade é também a mais bem aceita pelos pacientes. É ainda, considerada a forma mais eficiente de tratamento. Consiste do uso de pressão positiva aplicada as vias aéreas superiores durante o sono, através de máscara nasal ou facial.
     
     
    Atualmente existem diferentes modos de aplicação da pressão positiva nas vias aéreas: a) o modo clássico aplicado à maioria dos pacientes utiliza pressão positiva contínua por meio de dispositivo apropriado chamado aparelho de CPAP (Continuous Positive Airway Pressure);
     
    b) Outro modo, geralmente aplicado aos pacientes obesos hipercapneicos, utiliza pressão positiva em dois níveis, inspiratório e expiratório, por meio de aparelho de BiPAP (Bi-level Positive Airway Pressure);
     
    c) Por fim, aparelho com ajuste automático dos níveis de pressão positiva denominado de Auto-CPAP constitui uma variante do método clássico ficando reservado a situações mais específicas.



    Representação esquemática do aparelho de CPAP. O aparelho funciona com a acoplagem de acessórios indispensáveis ao funcionamento do sistema, a saber: 1) máscara nasal (ou facial, em casos especiais); 2) tubo flexível para conexão da máscara ao aparelho; 3) aparelho de CPAP.
     
     
    O que é o CPAP e como age sobre as vias aéreas?
     
    O aparelho de CPAP foi primariamente concebido para tratamento dos distúrbios respiratórios do sono, pelo pneumologista australiano C. E. Sullivan no início da década de 1980. Atua dentro de uma escala de pressão que vai de 0 a 20 cmH²O. Ao longo dos anos subseqüentes, sua eficácia vem sendo observada no auxílio a resolução de diversos outros problemas respiratórios em adultos e crianças.
     
     
    O CPAP possui um mecanismo intrínseco que lhe permite aspirar ar do meio ambiente, filtrá-lo e enviá-lo ao paciente através de tubo flexível. O ar penetra nas vias aéreas, através de máscara nasal, sob pressão fixa, pré-estabelecida para cada paciente.
     
     
    A pressão eficaz situa-se geralmente na faixa de 5 a 13 cmH²O. O ar sob pressão penetrando nas vias aéreas impede o colapso das paredes musculares faringeanas, evitando a ocorrência das apnéias, hipopnéias e de respiração com esforço aumentado produzindo despertares.
     
     
    O aparelho impede também a vibração de outras estruturas moles da faringe, evitando o ronco. O efeito do CPAP sobre as vias aéreas superiores pode ser representado pelo clássico esquema.

                                         

    A figura A representa a distribuição da pressão negativa que se desenvolve nas vias aéreas no início da inspiração espontânea. Nos distúrbios respiratórios do sono, a resistência anormalmente alta das vias aéreas superiores retarda a passagem do ar através destas vias, retardando a anulação da pressão negativa.
     
     
    Como estabelecer a pressão ideal a ser empregada no cpap?
     
    O paciente com distúrbio respiratório do sono, candidato ao uso de CPAP é submetido a uma segunda polissonografia, acrescentando-se o aparelho ao circuito de registro das mesmas variáveis utilizado para obtenção do diagnóstico.
     
     
    O tempo necessário para o acerto da pressão é variável. Idealmente, a pressão é determinada durante estudo de noite inteira, com o tempo total de sono superior a 180 minutos. Pacientes com quadros graves e sonolência diurna marcante podem ser submetidos ao protocolo chamado “split-night”, no qual a primeira metade da noite é destinada ao diagnóstico, enquanto a titulação da pressão é realizada na segunda metade.
     
     
    O ajuste da pressão busca abolir todos os eventos respiratórios anormais (apnéias, hipopnéias, despertares por esforço respiratório aumentado, limitações ao fluxo aéreo, roncos e dessaturação da hemoglobina).
     
     
    Durante a titulação deve ocorrer registro de sono REM, pois nessa fase predominam os eventos respiratórios obstrutivos, estando o paciente em decúbito dorsal, posição facilitadora dos distúrbios.
     
     
    Os pacientes que manifestam persistência de sintomas como, sono não restaurador e sonolência diurna excessiva, apesar do uso correto do aparelho, devem ser reavaliados com estudo polissonográfico.
     

    Adeptação ao CPAP
     
    A adaptação do paciente ao aparelho de CPAP constitui, na maioria das vezes, sua única possibilidade de tratamento não-invasivo (não-cirúrgico). O uso de CPAP é considerado o tratamento “padrão-ouro” para apnéia do sono por vários aspectos entre eles, o de ser não-invasivo.
     
     
    Em média os usuários utilizam o aparelho por 4,5 a 5 horas/noite. Em cada lado da faixa de adesão ao tratamento estão os usuários regulares e os irregulares sendo que, os primeiros constituem 60% do total e consistem de pacientes que usam o aparelho quase todas as noites por 6 horas ou mais; os demais são usuários irregulares com todo tipo de variação no tempo de uso por semana. Adesão ao CPAP significa usá-lo por 6 horas/noite, 6-7 dias/semana.
     
     
    Os pacientes com distúrbios graves são os que melhor aderem ao tratamento. Neles, o tratamento com CPAP produz verdadeira e benéfica mudança de vida, graças à considerável melhora dos sintomas relacionados a hipersonolência diurna. Isso favorece uma motivação para o uso regular do aparelho, durante todo o período de sono de todos os dias da semana. Infelizmente, essa ótima adesão não ocorre em todos os pacientes graves.
     
     
    A disposição do paciente, para aceitar o aparelho, reduz muito os casos de falha do tratamento e nesse sentido a correta orientação ao paciente quanto às dificuldades e benefícios inerentes ao tratamento é fundamental.
     
     
    Grande parte dos pacientes com apnéias do sono de grau moderado, e pequena parte daqueles com distúrbio leve, desde que sintomáticos, também apresentam boa adesão. Os sintomas mais capazes de promover disposição para aderir ao tratamento são: hipersonolência diurna, ou a presença de doença cardiovascular conscientizando o paciente da necessidade do tratamento.
     
    Atitudes recomendadas para facilitar a adesão
     
    É possível promover ou melhorar a aceitação do CPAP por meio das seguintes providências:

    1) identificando e corrigindo fatores mecânicos removíveis, localizados no nariz ou na faringe;
     
    2) evitando o ressecamento das vias aéreas por meio de umidificação do ar inspirado e garantido o fechamento da boca durante o sono;
     
    3) promovendo o tratamento de infecções dos seios da face;
     
    4) corrigindo falhas de ajuste da máscara ao rosto, de modo a evitar vazamentos de ar nos olhos, reação cutânea traumática, deslocamento da máscara com os movimentos corporais no sono;
     
    5) reavaliando a pressão nos casos de dificuldade de expiração;
     
    6) disponibilizando acesso a consultas especializadas durante as primeiras semanas de tratamento para identificar e corrigir dificuldades de adesão.

    Quais os resultados esperados do tratamento com CPAP?
     
    Levando-se em conta que o papel do CPAP é reverter a oclusão e manter a permeabilidade das vias aéreas no sono, fica fácil perceber a extensão do benefício proporcionado à saúde dos usuários dessa forma de tratamento. O benefício mais imediato ocorre sobre o estado de sonolência diurna. Este é um sintoma comum e debilitante que está presente na maioria dos casos triados para investigação de distúrbio respiratório do sono.
     
     
    Mas o benefício decorrente da supressão das apnéias do sono que se obtém com o CPAP, vai além da restauração da continuidade, da quantidade e da distribuição dos estágios do sono: é garantia de oxigenação normal para os tecidos e órgãos e normalização da produção de catecolaminas.
     
     
    Esses fatores asseguram no mínimo, a parada da progressão de diversos outros mecanismos de ordem neural, humoral, metabólico, trombótico e inflamatório de produção de doenças, incluindo a hipertensão arterial sistêmica que se desenvolve em 30% dos pacientes com síndrome das apnéias obstrutivas do sono.

     
    Fonte: Concurso e Fisioterapia